terça-feira, 21 de abril de 2026

Geriátricus - o show

"Velho, mas não obsoleto" (em inglês, "Old, but not obsolete") é uma citação icônica proferida pelo personagem de Arnold Schwarzenegger no filme O Exterminador do Futuro: Gênesis (Terminator Genisys, 2015).

Conheci Taubaté no segundo ano da faculdade, convidado por uma colega de turma para passar o feriado da Independência na fazenda da família.

Alguns muitos anos depois, Taubaté passou a ser parada obrigatória quando vou ao Rio visitar meu pai. Fico num hotel que, outrora, pertenceu à família Mazzaropi.

Enfim.. essa introdução foi somente para enrolar. Tá certo que vou falar de uma banda muito legal, de músicos melhores ainda, originada em Taubaté e que se chama Geriatricus.

Conheci pela Internet quando eles se apresentaram em Curitiba e só soube depois. Passei a acompanhar, o nome tem tudo a ver comigo e fiquei cercando até que descobri um show em Joinville num dia ótimo pra mim (véspera do feriado de Tiradentes).

Comprei um ingresso de primeiro lote, mesa na primeira fila, cheguei super cedo, estacionei na porta (viva o cartão do idoso!) e fiquei aguardando o início do show ouvindo "aquelas canções que embalavam nossos corações".

Abertura feita pela Márcia, da Joven Pan Joinville (a quem agradeço uma forcinha que ela deu para...), e o show começa com "Do seu lado" do Nando Reis.

Três jovens de idade não declarada (mas o CPF é antigo), músicos de alta qualidade, que enfrentaram preconceito por conta de seu projeto inovador e que seguiram em frente acreditando em seus sonhos. Sem comparar, lembrei dos saudosos Mamonas...

Vários momentos apoteóticos cruzaram a noite! Muitas risadas também, além (lógico) de música de qualidade. Rock misturado a reggae, pagode e rolou até a Boate Azul (era homem ou era mulher?).

Voltando para a história lá com a Márcia da Joven Pan...

Um pensamento antes (na verdade é só para enrolar mais ainda o texto).

Velho tem uma grande vantagem: não tem vergonha de nada e pode pedir tudo!

Enquanto eu aguardava o início do show, descobri um contato da banda e mandei uma mensagem pedindo para tirar foto com eles. Duas horas depois veio a resposta e aí dizia que era só procurar alguém da produção. E foi aí que, gentilmente, a Márcia ajudou.

Volta pro show. Cada música melhor do que a outra. A velharada, da plateia, animada! Sem spoiler... vão lá nas redes sociais para poder ver o dia do próximo show.

Hora da foto! Consegui! Foram muito simpáticos. 

Agora é esperar para ver de novo, principalmente se a apresentação for mais cedo, porque quero levar minha filha mas dessa vez não foi possível porque começou bem tarde e ela ficaria com muito sono.

Valeu!

 

 Boa noite! Eu sou o Narrador!

domingo, 19 de abril de 2026

Feliz Aniversário: tutorial de uma festa perfeita

 "- Pai! Esse ano eu quero festa!"

Assim começou a saga. A última festa que ela teve foi com seis anos (foi um "festão") e depois as comemorações foram mais brandas. Só que, nesse ano, ela pediu festa com os amigos da escola (ah! ufa! só crianças! sem adultos! o quê? só crianças? pqp!)

Pensei um pouco e optei por uma lanchonete bem rústica, perto de casa, capitaneada por um casal, muito legal por sinal, ajudando nas ideias. Essa lanchonete fica anexa a uma loja de material de construção, cujo dono alugava também um brinquedão.

Optamos por um combo com hambúrguer especial, batatinha frita, refrigerante mini. Cada criança ganharia um e resolvido. Mais tarde viria o bolo. 

O horário seria de 18 h às 20 h, mais ou menos, no meio da semana! 

Bom... como convidar e confirmar a presença das crianças?  Combinei com a professora e todas receberam convites com um papelzinho de confirmação. Em poucos dias eu já tinha uma ideia de quantos convidados seriam, o que facilitou programar o dobro de combos para qualquer eventualidade (estava tão bom que não sobrou nenhum).

Decoração, bolo e fotógrafo. Agora vamos aguardar.

Às 17:50h já chegavam três meninas; depois os demais; brinquedão funcionando; agora levantar as mãos para o céu e rezar para dar certo.

Muitas crianças, brincando, dançando, se divertindo e muito bem educadas!

Revezaram no brinquedão, fizeram fila para receber os combos, sentaram bem tranquilas para lanchar, perguntaram o local de descarte do lixo, cantaram o "parabéns" com direito a "Derrama Senhor" na sequência, que uma das meninas puxou e foi seguido por todos os demais (ainda bem que não veio o tal do "com quem será"... ufa!).

Eu achei que não estava no planeta Terra! Nossa! Crianças assim existem! Parabéns aos pais e aos professores! 

O momento apoteótico foi a chegada, de surpresa, da professora da turma!! Todas as crianças correram para cumprimentá-la ainda saindo do carro!

Alguns pais e responsáveis também foram, mas ficaram somente observando para depois levar a sua criança para casa (ah! mas teve uma foto que foi com todo mundo e eu chamei esses adultos também, lógico; ah(2)! eles também ganharam o combo, lógico(2)).

Enfim, agradeço muito aos presentes, à lanchonete Goldenbite, ao Daniel (brinquedão), à RK decorações, à Foto Venturi; à Ayme Varela (bolo delicioso)

E as fotos? 

Bom... aí fwdew mais ainda! Tem a LGPD, lei Felca, lei do c@r@io a quatro e aí não posso mostrar nada além do que eu posso autorizar. Quem quiser ver mais, fale comigo pessoalmente...

- Ah! Mas ninguém sabe quem você é! - disse o Quati.

Pois é...

 



Bom dia! Eu sou o Narrador! 

domingo, 12 de abril de 2026

Roda Viva

E o Chico cantou, lá no passado ... e foi censurado

𝄞 Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração 🎶

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá 🎶

A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá 🎶

O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá 🎶

 

E no dia 06/04/2026, Dr. José Salomão Schwartzman respondeu perguntas... e o tribunal da Internet censurou também (mas está no ar a entrevista)


Boa noite! Eu sou o Narrador! 

domingo, 5 de abril de 2026

Dançando com a Lua

Conforme prometi, aqui vai o segundo texto que escrevi para a antologia "Floresta Encantada".

"No meio da floresta encantada existe uma casa amarela, onde mora um Mago que, outrora, fora muito poderoso; não que perdera seus poderes, mas já não era tão ágil como antigamente. Para se proteger, criou um portal de acesso à sua moradia que denominou “Fronteira Transparente”, onde havia um guardião que controlava a passagem das pessoas. 

Todos que o guardião liberava eram bem recebidos. Alguns ficavam por algum tempo e assim foi com três irmãs que o Mago encontrou brincando no jardim. A mais velha, Deborah (a abelha), cuidava das menores, Ana (a Bia) e Adrielle (a Dri), enquanto elas faziam formas na areia, cobrindo com pétalas de rosa. As mãozinhas ágeis das menores (Bia devia ter uns 8 anos e Dri uns 4) criavam triângulos entre triângulos e formavam estrelas de um raro brilho, que Deborah  elevou a flocos de neve (ela tinha um grande e misterioso poder). Eram fractais.

O Mago sentou numa pedra para observar melhor as formas, semelhantes e de complexidade infinita, sendo criadas, iluminando os sonhos que não seriam vistos ou as flores, esquecidas, dos caminhos percorridos.  Perguntou quem eram."- Somos o que nunca aconteceu, o que foi amado e que nunca pediu o amor. O que amou, infinitamente, no universo da imaginação." 

Passaram o dia e ficaram para o jantar. Logo após o anoitecer, Ana e Adrielle foram ao jardim. Seus olhinhos brilhavam ao procurar a Lua em algum lugar naquele infinito, onde outras estrelinhas haviam de brilhar também. Iniciaram, então, um rodopiar misterioso, com passinhos delicados. Pareciam estar de mãos dadas a seres invisíveis. Suas roupas iniciaram uma transformação e surgiram vestidos esvoaçantes de tecido suave, um azul e outro rosa, enquanto uma névoa absorvia os poucos feixes de luz em cores diversas e brilhantes. 

Cada vez mais depressa, num ritmo musical, pareciam multiplicadas de tão rápido que dançavam. Em dado momento, pareceu que a Lua assim entendeu, e, coberta inicialmente por um manto negro, materializou-se.

- Por que me chamaram, pequenas elementais?

- Queríamos companhia para dançar!

Convite aceito, a Lua tirou seu manto, mostrou todo seu esplendor e dançou!

Dessa forma é que se dança sob a luz da lua: misture as cores, os contrastes e os brilhos; envolva tudo em sentimentos. O que importa é ser grandioso, maior do que se possa alcançar; deve ser livre e real; deve ter o poder de mudar tudo o que se sente; pode até ser sombrio, mas tem que ser verdadeiro. E, quem sabe, isso deve ser amor." 


Boa Noite! Eu sou o Narrador