domingo, 31 de maio de 2026

Algum lugar do passado

Viajar na oitava dimensão é uma tarefa muito complexa, principalmente se você não tem ideia do que está fazendo lá e muito menos como sair (lembra da série "Túnel do Tempo"?)

Dessa forma algumas coisas voltam, subitamente, como o fato de não ter terminado a faculdade (na vida real ele já terminara há muito tempo) por abandono, falta de pagamento; outra coisa que aparece é a casa de herança, um apartamento de herança, mas esses imóveis andam sumidos; os automóveis também são presença frequente: sempre são roubados ou esquecidos em algum lugar.

Dessa vez ele recebera um telefonema convidando para fazer um plantão avulso numa unidade intensiva que ajudara a construir há milênios. 

Topou! Para dar tudo certo, pegou seu Fusca e estacionou próximo ao local. Precisava de um banho e foi para a casa de um conhecido. Claro que a dificuldade foi a habitual, mas conseguiu. 

O problema dessa vez foi o horário: tinha que iniciar o plantão pela manhã, mas achou ser à tarde e aí saiu correndo pela rua, atropelou um carro, machucou os joelhos e foi parar no passado sei lá onde.

Figuras do início do século vinte, algumas contemporâneas, e sua única chance era encontrar algum outro viajante.

Ao que parece, era Carnaval, e esbarrou numa mulher vestida de odalisca (algo do tipo "Jeannie é um gênio"... ah! também não sabe do que se trata? então foda-se). Só que ela reclamou com o namorado e o clima ficou tenso.

A sorte é que os dois eram os viajantes que ele procurava!

Recebeu instruções, passou pela casa da herança e que ainda não estava morando, e sumiu do jeito "ninguém sabe ninguém viu".

Boa noite! Eu sou o Narrador! 

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