terça-feira, 21 de abril de 2026

Geriátricus - o show

"Velho, mas não obsoleto" (em inglês, "Old, but not obsolete") é uma citação icônica proferida pelo personagem de Arnold Schwarzenegger no filme O Exterminador do Futuro: Gênesis (Terminator Genisys, 2015).

Conheci Taubaté no segundo ano da faculdade, convidado por uma colega de turma para passar o feriado da Independência na fazenda da família.

Alguns muitos anos depois, Taubaté passou a ser parada obrigatória quando vou ao Rio visitar meu pai. Fico num hotel que, outrora, pertenceu à família Mazzaropi.

Enfim.. essa introdução foi somente para enrolar. Tá certo que vou falar de uma banda muito legal, de músicos melhores ainda, originada em Taubaté e que se chama Geriatricus.

Conheci pela Internet quando eles se apresentaram em Curitiba e só soube depois. Passei a acompanhar, o nome tem tudo a ver comigo e fiquei cercando até que descobri um show em Joinville num dia ótimo pra mim (véspera do feriado de Tiradentes).

Comprei um ingresso de primeiro lote, mesa na primeira fila, cheguei super cedo, estacionei na porta (viva o cartão do idoso!) e fiquei aguardando o início do show ouvindo "aquelas canções que embalavam nossos corações".

Abertura feita pela Márcia, da Joven Pan Joinville (a quem agradeço uma forcinha que ela deu para...), e o show começa com "Do seu lado" do Nando Reis.

Três jovens de idade não declarada (mas o CPF é antigo), músicos de alta qualidade, que enfrentaram preconceito por conta de seu projeto inovador e que seguiram em frente acreditando em seus sonhos. Sem comparar, lembrei dos saudosos Mamonas...

Vários momentos apoteóticos cruzaram a noite! Muitas risadas também, além (lógico) de música de qualidade. Rock misturado a reggae, pagode e rolou até a Boate Azul (era homem ou era mulher?).

Voltando para a história lá com a Márcia da Joven Pan...

Um pensamento antes (na verdade é só para enrolar mais ainda o texto).

Velho tem uma grande vantagem: não tem vergonha de nada e pode pedir tudo!

Enquanto eu aguardava o início do show, descobri um contato da banda e mandei uma mensagem pedindo para tirar foto com eles. Duas horas depois veio a resposta e aí dizia que era só procurar alguém da produção. E foi aí que, gentilmente, a Márcia ajudou.

Volta pro show. Cada música melhor do que a outra. A velharada, da plateia, animada! Sem spoiler... vão lá nas redes sociais para poder ver o dia do próximo show.

Hora da foto! Consegui! Foram muito simpáticos. 

Agora é esperar para ver de novo, principalmente se a apresentação for mais cedo, porque quero levar minha filha mas dessa vez não foi possível porque começou bem tarde e ela ficaria com muito sono.

Valeu!

 

 Boa noite! Eu sou o Narrador!

domingo, 19 de abril de 2026

Feliz Aniversário: tutorial de uma festa perfeita

 "- Pai! Esse ano eu quero festa!"

Assim começou a saga. A última festa que ela teve foi com seis anos (foi um "festão") e depois as comemorações foram mais brandas. Só que, nesse ano, ela pediu festa com os amigos da escola (ah! ufa! só crianças! sem adultos! o quê? só crianças? pqp!)

Pensei um pouco e optei por uma lanchonete bem rústica, perto de casa, capitaneada por um casal, muito legal por sinal, ajudando nas ideias. Essa lanchonete fica anexa a uma loja de material de construção, cujo dono alugava também um brinquedão.

Optamos por um combo com hambúrguer especial, batatinha frita, refrigerante mini. Cada criança ganharia um e resolvido. Mais tarde viria o bolo. 

O horário seria de 18 h às 20 h, mais ou menos, no meio da semana! 

Bom... como convidar e confirmar a presença das crianças?  Combinei com a professora e todas receberam convites com um papelzinho de confirmação. Em poucos dias eu já tinha uma ideia de quantos convidados seriam, o que facilitou programar o dobro de combos para qualquer eventualidade (estava tão bom que não sobrou nenhum).

Decoração, bolo e fotógrafo. Agora vamos aguardar.

Às 17:50h já chegavam três meninas; depois os demais; brinquedão funcionando; agora levantar as mãos para o céu e rezar para dar certo.

Muitas crianças, brincando, dançando, se divertindo e muito bem educadas!

Revezaram no brinquedão, fizeram fila para receber os combos, sentaram bem tranquilas para lanchar, perguntaram o local de descarte do lixo, cantaram o "parabéns" com direito a "Derrama Senhor" na sequência, que uma das meninas puxou e foi seguido por todos os demais (ainda bem que não veio o tal do "com quem será"... ufa!).

Eu achei que não estava no planeta Terra! Nossa! Crianças assim existem! Parabéns aos pais e aos professores! 

O momento apoteótico foi a chegada, de surpresa, da professora da turma!! Todas as crianças correram para cumprimentá-la ainda saindo do carro!

Alguns pais e responsáveis também foram, mas ficaram somente observando para depois levar a sua criança para casa (ah! mas teve uma foto que foi com todo mundo e eu chamei esses adultos também, lógico; ah(2)! eles também ganharam o combo, lógico(2)).

Enfim, agradeço muito aos presentes, à lanchonete Goldenbite, ao Daniel (brinquedão), à RK decorações, à Foto Venturi; à Ayme Varela (bolo delicioso)

E as fotos? 

Bom... aí fwdew mais ainda! Tem a LGPD, lei Felca, lei do c@r@io a quatro e aí não posso mostrar nada além do que eu posso autorizar. Quem quiser ver mais, fale comigo pessoalmente...

- Ah! Mas ninguém sabe quem você é! - disse o Quati.

Pois é...

 



Bom dia! Eu sou o Narrador! 

domingo, 12 de abril de 2026

Roda Viva

E o Chico cantou, lá no passado ... e foi censurado

𝄞 Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração 🎶

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá 🎶

A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá 🎶

O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá 🎶

 

E no dia 06/04/2026, Dr. José Salomão Schwartzman respondeu perguntas... e o tribunal da Internet censurou também (mas está no ar a entrevista)


Boa noite! Eu sou o Narrador! 

domingo, 5 de abril de 2026

Dançando com a Lua

Conforme prometi, aqui vai o segundo texto que escrevi para a antologia "Floresta Encantada".

"No meio da floresta encantada existe uma casa amarela, onde mora um Mago que, outrora, fora muito poderoso; não que perdera seus poderes, mas já não era tão ágil como antigamente. Para se proteger, criou um portal de acesso à sua moradia que denominou “Fronteira Transparente”, onde havia um guardião que controlava a passagem das pessoas. 

Todos que o guardião liberava eram bem recebidos. Alguns ficavam por algum tempo e assim foi com três irmãs que o Mago encontrou brincando no jardim. A mais velha, Deborah (a abelha), cuidava das menores, Ana (a Bia) e Adrielle (a Dri), enquanto elas faziam formas na areia, cobrindo com pétalas de rosa. As mãozinhas ágeis das menores (Bia devia ter uns 8 anos e Dri uns 4) criavam triângulos entre triângulos e formavam estrelas de um raro brilho, que Deborah  elevou a flocos de neve (ela tinha um grande e misterioso poder). Eram fractais.

O Mago sentou numa pedra para observar melhor as formas, semelhantes e de complexidade infinita, sendo criadas, iluminando os sonhos que não seriam vistos ou as flores, esquecidas, dos caminhos percorridos.  Perguntou quem eram."- Somos o que nunca aconteceu, o que foi amado e que nunca pediu o amor. O que amou, infinitamente, no universo da imaginação." 

Passaram o dia e ficaram para o jantar. Logo após o anoitecer, Ana e Adrielle foram ao jardim. Seus olhinhos brilhavam ao procurar a Lua em algum lugar naquele infinito, onde outras estrelinhas haviam de brilhar também. Iniciaram, então, um rodopiar misterioso, com passinhos delicados. Pareciam estar de mãos dadas a seres invisíveis. Suas roupas iniciaram uma transformação e surgiram vestidos esvoaçantes de tecido suave, um azul e outro rosa, enquanto uma névoa absorvia os poucos feixes de luz em cores diversas e brilhantes. 

Cada vez mais depressa, num ritmo musical, pareciam multiplicadas de tão rápido que dançavam. Em dado momento, pareceu que a Lua assim entendeu, e, coberta inicialmente por um manto negro, materializou-se.

- Por que me chamaram, pequenas elementais?

- Queríamos companhia para dançar!

Convite aceito, a Lua tirou seu manto, mostrou todo seu esplendor e dançou!

Dessa forma é que se dança sob a luz da lua: misture as cores, os contrastes e os brilhos; envolva tudo em sentimentos. O que importa é ser grandioso, maior do que se possa alcançar; deve ser livre e real; deve ter o poder de mudar tudo o que se sente; pode até ser sombrio, mas tem que ser verdadeiro. E, quem sabe, isso deve ser amor." 


Boa Noite! Eu sou o Narrador

segunda-feira, 30 de março de 2026

Com os Bruxos

" Caralho! Nem sei o que fazer! Tem um negócio de patrono leve e rosa, asa quebrada, espirra as armas e acho que fudeu tudo."

O viajante foi parar num futuro muito distante, após a invasão extraterrestre, onde os humanos foram escravizados e a escola dos bruxos virara atração turística.

O que realmente aconteceu é que os ETs atacaram a escola e aí, num último recurso, ela foi meio que camuflada numa floresta ecológica, onde o acesso era uma estradinha sinuosa e esburacada, no meio de uma montanha cujas paredes guardavam portas escondidas que levavam a corredores com caminhos para  diversos pontos do castelo.

Diz a lenda que os fantasmas dos antigos diretores voltaram, na ocasião, e fizeram esse esconderijo - mas isso ninguém tinha certeza. 

Depois de um tempo, os ETs ficaram de saco cheio da população idiocrática e foram embora, surgindo a ideia de recuperar o local.

Boa parte do castelo foi mapeada, mas havia um caminho, que poucos conheciam, que levava a uma torre onde foram guardados todos os livros com as informações sigilosas dos diretores. 

A ideia era recuperar esse livro, para tentar resolver a imbecilidade dominante no mundo.

E foi aí que o viajante chegou e entrou nessa roubada com mais dois bruxos locais.

Para começar, chegaram em frente a uma cascata muito bonita. Os companheiros, mais experientes, falaram algumas palavras mágicas do tipo "abretevilasesamo" (ele achou que ia aparecer o Garibaldo, mas não aconteceu) e entraram. Uma escadaria os esperavam e subiram até onde foi possível. O problema é que ela acabava numa parede e eles julgaram tratar-se de mais um truque.

Usaram uns feitiços do tipo "martelus predreirus" e surgiu uma abertura na parede. Olharam, identificaram a continuação da escada e subiram.

Finalmente chegaram no aposento bruxo que queriam e aí o viajante sumiu e irá surgir em algum outro lugar... 

" Puta merda! Tanto trabalho e fui sumir justamente na hora de saber o que havia na tal sala..."  

Boa noite! Eu sou o Narrador! 

quinta-feira, 26 de março de 2026

Como eu faço?

A ideia de dinheiro rápido e fácil, longe de plantões com remunerações pífias, transformou a Internet num palco de informações equivocadas e de origem muito discutível.

Lá nos "antigamente", não havia facilidade para obtenção de informação médica de qualidade e os congressos eram a melhor fonte para tal. Tudo bem analógico, com slides fotográficos, sem computador ou outro tipo de recurso. As revistas (em papel) também eram boas fontes, assim como as bibliotecas com seus aparelhos de microfilmagem.

Uma das coisas que eu gostava era o tema "Como eu faço".

Como uma mesa redonda, os médicos eram apresentados a uma situação qualquer e eles contavam suas condutas. Nem sempre eram tão corretas assim, mas ao menos era uma referência para estudar. 

Naquele tempo não havia o mercantilismo da informação médica da forma como é hoje em dia.

Independente disso tudo, nem pagando você consegue melhorar a qualidade do atendimento médico --> os sujeitos da Internet são um grande perigo. 

Melhor colocar as barbas de molho...


 Boa noite! Eu sou o Narrador! 

 

segunda-feira, 16 de março de 2026

Guerreiras do K-Pop

Uma das melhores maneiras de divulgar alguma coisa é falando mal dela ("falem mal, mas falem de mim") e, assim, fui ver (por aqui falam "assistir") o filme das "HUNTR/X".

O filme é muito bom, fala de superação, auto-estima, lutar contra seus medos e demônios, mas os ditos "protetores" das crianças da Internet, em seus tribunais técnicos (que de técnicos não têm nada), provavelmente viram cinco minutos do filme, encontraram "terríveis" demônios, ouviram duas frases de qualquer música e já transformaram o filme no "labubu" do cinema (se você nunca ouviu falar no "labubu", veja no Google).

De nada adiantou a tentativa de "lacração" dos pseudo intelectualóides: o filme e a música principal (Golden) ganharam todos os prêmios que podiam, incluindo Music Awards e Golden Globe.

A música, por sua vez, foi cantada a todo pulmão pelo mundo afora e fez muito sucesso com a criançada.  

No seu discurso no Golden Globe " Ejae, a artista, falou sobre como usou a música para lidar com a rejeição, e transformou em motivação. "

Agora, como fica a censura da Internet? Chupando, né... Veio o Oscar!

Pois é... 

Boa noite! Eu sou o Narrador 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

O Guardião da Fronteira

Em 2024, participei da Bienal do Livro, em São Paulo, como autor. Tive dois contos selecionados para a antologia "Floresta Encantada" e fui lá ter meus quinze minutos de gloria. A experiencia foi muito interessante, pois a antologia foi distribuída para todo o Brasil - por conta de seus diversos autores - e até alguns outros países do mundo. 

Resumindo: meus escritos vararam os mais diversos lugarejos, levando minhas ideias insanas dos tempos do "Contos de Fada?".

Como não tinha comentado a respeito, por motivos diversos, hoje lembrei e vou colocar um dos textos aqui. O outro eu coloco num outro dia...  

"Um belo dia um sujeito acordou cedo pensando em passear, mas havia uma chuva forte que prejudicou seus planos. Resolveu, então, remexer em caixas empoeiradas, cheias de lembranças e fotos, quando uma carta, dessas de baralho, caiu no chão. Abaixou para pegar e viu que havia um desenho, em preto e branco, de uma cartomante e era assinado por “risca risca”. Enquanto pensava sobre o que era aquilo, procurando detalhes, vasculhando a mente atrás da origem daquela carta, um redemoinho o sugou para dentro do desenho. Quando, digamos, caiu, foi amparado por enormes almofadas que amenizaram o tombo. Estava numa tenda, dessas de parque de diversões, onde era possível observar uma mesa com uma bola de cristal, alguns incensos acesos, e uma decoração mista de colorido e cinza. Certo que ensandecia, resolveu sair dali e foi dar num gramado. Ao olhar para trás, a tenda desaparecera e, em seu lugar, havia um jardim e observou uma discussão de uma menina com um sujeito esquisito, baixinho, de barba verde e cabelo roxo, um desses seres que não tem definição, talvez um duende, que estava sentado num banquinho cor de abóbora, para não perder a esdrúxula combinação de cores. Aparentemente era ele que protegia o lugar. 

- Para passar, precisa resolver o teste. O Mago exige!- explicou para a menina, entregando uma prancheta com algumas folhas de papel em branco e um lápis multicolorido.

Sem muito entender, primeiro ela desenhou um passarinho que tomou vida e saiu voando. Concluiu que havia uma mágica e tentou novamente com uma borboleta, conseguindo o mesmo efeito. O baixinho permanecia sério, enquanto várias imagens tomavam vida, enchendo o jardim de bichinhos que logo desapareciam. Como ele não falava nada e nem dava qualquer pista, ela pegou o lápis, desenhou uma pedra e uma tesoura, entregando a seguir para o baixinho, que sentado estava, sentado continuou. Ela, então, falou: -"Você escolhe um e eu outro". Ele escolheu a pedra que ela embrulhou com a folha de papel mágico e jogou fora. Aí sobrou a tesoura que usou fazer um recorte em forma de flor e ofereceu ao guardião! Finalmente ele sorriu, liberando a entrada.

O sujeito, então, aproximou-se antes que ela seguisse perguntou:

- Onde estamos?
- Não sei, eu estava dormindo e, de repente, “boom”! E você?
- Achei esta carta e aí “boom” também.
- Ah! A Cartomante de Papel! Ela faz isso às vezes.
- Você a conhece?
- Sim! Eu que a desenhei. Vai tentar o teste também?

Boom!"


 


Boa tarde! Eu sou o Narrador!


terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Submundo

O viajante apareceu dentro de um carro - aparentemente saíra de um aeroporto a beira mar e o carro, provavelmente, era alugado (pois todos os carros que comprara foram roubados na mesma noite da compra).

Amanhecia... o trânsito ficaria ruim...

É nesse horário que o tempo estacionaria e ficaria estático, e onde o movimento de pessoas atípicas predominaria... seriam aquelas pessoas que ninguém via ou que eram evitados pelas ditas normais e comuns... já leu o livro "Lugar Nenhum"? 

Quando parou no semáforo (sinal), um motorista noutro carro sugeriu um caminho alternativo onde veriam o nascer do sol no mar.

Tudo ia bem, a visão do sol e mar era espetacular, até que os carros começaram a trafegar pela areia pois a maré estava baixa e isso seria possível. Só que ele não quis arriscar: desviou pela direita, entrou numa rua estreita, o carro sumiu, a rua acabou e teve que voltar subindo umas pedras úmidas que eram banhadas pelo mar na maré cheia.

Conclusão: estava com um problema!

Olhou a sua volta... pessoas andavam como numa feira livre (aliás, havia uma feira livre); encontrou uma excursão, mas a guia não soube informar o caminho da saída.

Observando melhor, notou que estava numa estrutura de pedras/tijolos alaranjados, de pé direito alto, com ruas abertas e outras fechadas como túneis com teto em abóboda.

Andava de um lado para o outro, num misto de curiosidade, admiração e dúvida se conseguiria sair dali em algum momento. Numa das estruturas, subiu uma escada e se viu num corredor de permissividade (mas as moças foram simpáticas e logo perceberam sua dificuldade.

Por fim e, como sempre, ele foi jogado para outro local: uma rodoviária, onde a excursão que ele estava foi embora de ônibus e ele sobrou; depois caiu numa cidade, onde ele tenta terminar de tornar habitável uma casa que ganhara de herança; ao mesmo tempo, ficou interessado na torre de outra casa que estava a venda. Por último, parou na entrada de um estacionamento onde deixara um carro alugado, nem sabia a placa e nem tinha o bilhete para a retirada.

Sumiu de novo... 

Enfim... na oitava dimensão tudo é possível... 

 
Boa noite! Eu sou o Narrador 

 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

MR. SOPA

Já estou naquela etapa de que estudei tudo o que tinha que estudar, mas não desisto  e sempre procuro alguma atualização.

A Medicina, hoje em dia, foi transformada pela velocidade que os exames complementares sofisticados ajudam nos diagnósticos, tornando a tarefa de pensar cada vez mais esquecida

Uma das coisas que me incomodam são as siglas, usadas ao bel prazer e inventadas pelo profissional sem qualquer explicação.

Quando entrei para a faculdade, o médico que ministrou a aula inaugural de anatomia falou sobre o aumento do nosso vocabulário com milhares de termos e palavras novas, mas não falou em siglas.

Por diversas ocasiões, eu corrigi trabalho de conclusão de curso (TCC) de colegas e amigos e também alguma coisa de mestrado e doutorado. Para tal, fui conhecer as regras da  Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) que padroniza uma série de coisas e também a forma de escrever esses trabalhos. Havia, inclusive, uma matéria na faculdade que era chamada de "Metodologia Científica" e que ensinava essas coisas (mas isso veio depois do meu tempo).

Uma das normas que a gente aprendia era que as siglas deveriam acompanhar a descrição, como fiz acima, na sua primeira aparição, quando recebia a permissão de ser repetida no texto sem a descrição. 

A alternativa, e que integrava a obra, era um glossário de siglas e até de algumas palavras.

Mais adiante, trabalhei numa empresa que iniciou um processo de acreditação e uma das regras era ter um glossário de termos médicos, para ser usado nas descrições.

- E qual o motivo de tanta falação? - perguntou o Quati

Há uma semana, houve uma prova para cargos na Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Santa Catarina (SC). Por curiosidade, fui ler as questões (não fiz a prova) para ver se eu conseguiria acertar.

E o que aconteceu? Dei de cara com uma quantidade absurda de abreviações, siglas e outros que poderiam atrapalhar qualquer candidato menos experiente e que não conseguiria traduzir o que estava escrito. Particularmente não tive dificuldade, pois já tenho experiência suficiente.

Só que, em dado momento, dou de cara com o "Mister Sopa" (é prova da Saúde ou tarefa do Master Chef?). 

"MR SOPA" é um mnemônico (em inglês) para ajudar o médico inexperiente a lembrar do que deve fazer em determinada situação. Mesmo sem sabe o significado, era essa a resposta certa, pois as demais opções não se enquadravam na pergunta.

Gente! Chutaram a ABNT pro ralo!!

A prova é pra médico ou é prova de faculdade?

Cadê o glossário?

Realmente se a pessoa precisa do Mister Sopa para fazer um bom atendimento ela precisa rever os próprios conceitos.

A coisa tá foda!


 Bom dia! Eu sou o Narrador 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Velhas ideias, novos formatos

O ano novo chegou e programei uma série de tarefas que, teoricamente, tomariam os meus dias. Estou de férias, as pessoas foram para a praia, o silêncio impera, à exceção da fila que os aposentados fazem no bancos para receber seu benefício.

Fiz uma faxina profunda nos quartos e no banheiro, deixei a sala com uma limpeza básica porque boa parte das tarefas serão feitas nela, cozinha ok, área da cachorrada e lavanderia feitas, jardim recebeu ajuda profissional.

Já consegui especialista em pintura e reparos gerais, as persianas aguardam o retorno das férias assim como o tratamento dentário e outras consultas (é foda... quando você tem tempo, todo mundo está de férias).

Sobrou tempo! Vamos ver série! "Stranger things", já que terminou a saga agora e que já durava mais de 10 anos. 

Nem todo mundo sabe, até porque a geração "xyz" e o caralho não sabem nada, que os bons filmes e séries ficaram lá no passado na geração jurassica, a qual pertenço (dizem que sou da geração "baby boomers", mas... vtnc né...), que via televisão em preto e branco. 

Tudo de antigamente foi remasterizado, remakezado, copiado e Stranger things seguiu o mesmo roteiro.

O início é baseado nos "Goonies": pra quem não conhece, procura no Google. Aliás, as próximas referências também, mas elas não seguem uma ordem cronológica. 

O monstro (sim... é spoiler... foda-se) inicia como sombra, vira fantasma (Winona Ryder conhece isso muito bem), vira múmia e tudo já apareceu no cinema. "Predador"... lógico, não pode faltar.

Lembra dos "Gremlins"? Também tem uma pequena referência.

A foto de hoje tá na cara: "ET"

Bicho andando embaixo da pele, temos em "Alien". Saindo pela boca, temos  "Exorcista" e "A Múmia"

Arquivo X vai representado em tudo, inclusive nos agentes fumando muito com a cara do  "Canceroso" (Smoking Man/Cigarette Smoking Man).

X-men aparece nas crianças carecas e superpoderosas mantidas em cativeiro experimental e super secreto. 

Impressionante a referência a "Carrie - a estranha" --> só faltou a destruição total, mas teve até roupa suja e tals. Só que, aí, a menina tinha perdido os poderes. 

Em dado momento, a dublagem cita o "tapa na pantera

Apesar da falta de robôs, o filme "Exterminador do Futuro" é reconhecido de forma subliminar até o início da quinta temporada quando encontramos a Sarah Connor participando da série.

De passagem, ainda vimos "Anne with an e" fazendo uma ponta. 

Enfim... a trilha sonora foi muito boa.

Boa tarde! Eu sou o Narrador!