O viajante apareceu dentro de um carro - aparentemente saíra de um aeroporto a beira mar e o carro, provavelmente, era alugado (pois todos os carros que comprara foram roubados na mesma noite da compra).
Amanhecia... o trânsito ficaria ruim...
É nesse horário que o tempo estacionaria e ficaria estático, e onde o movimento de pessoas atípicas predominaria... seriam aquelas pessoas que ninguém via ou que eram evitados pelas ditas normais e comuns... já leu o livro "Lugar Nenhum"?
Quando parou no semáforo (sinal), um motorista noutro carro sugeriu um caminho alternativo onde veriam o nascer do sol no mar.
Tudo ia bem, a visão do sol e mar era espetacular, até que os carros começaram a trafegar pela areia pois a maré estava baixa e isso seria possível. Só que ele não quis arriscar: desviou pela direita, entrou numa rua estreita, o carro sumiu, a rua acabou e teve que voltar subindo umas pedras úmidas que eram banhadas pelo mar na maré cheia.
Conclusão: estava com um problema!
Olhou a sua volta... pessoas andavam como numa feira livre (aliás, havia uma feira livre); encontrou uma excursão, mas a guia não soube informar o caminho da saída.
Observando melhor, notou que estava numa estrutura de pedras/tijolos alaranjados, de pé direito alto, com ruas abertas e outras fechadas como túneis com teto em abóboda.
Andava de um lado para o outro, num misto de curiosidade, admiração e dúvida se conseguiria sair dali em algum momento. Numa das estruturas, subiu uma escada e se viu num corredor de permissividade (mas as moças foram simpáticas e logo perceberam sua dificuldade.
Por fim e, como sempre, ele foi jogado para outro local: uma rodoviária, onde a excursão que ele estava foi embora de ônibus e ele sobrou; depois caiu numa cidade, onde ele tenta terminar de tornar habitável uma casa que ganhara de herança; ao mesmo tempo, ficou interessado na torre de outra casa que estava a venda. Por último, parou na entrada de um estacionamento onde deixara um carro alugado, nem sabia a placa e nem tinha o bilhete para a retirada.
Sumiu de novo...
Enfim... na oitava dimensão tudo é possível...

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