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sábado, 7 de maio de 2016

Festival Mexicano

Quando eu era criança, o período de férias era bem marcado: três meses no verão, englobando dezembro, janeiro e fevereiro, e um mês no inverno, que era julho. Hoje em dia a coisa é mais confusa: existem as greves, os eventos do tipo Olimpíadas, mas isso não faz mais diferença porque os adultos escolhem quando tiram suas férias. Limitadas a somente um mês, elas também são atrapalhadas pelo período de pagamento de contas... “Ah! Mas por que você não deixa tudo em débito automático? Ou você é daqueles que subutiliza a tecnologia?” (Como você adivinhou? Leu meu texto do “Antissocial”?). 

Naquele tempo, o recesso escolar não era só alegria, pois era a época de ir ao dentista, operar a garganta e outras atividades que podemos comparar ao “pagamento de contas” que citei acima. Relembrando o hábito, hoje eu fui ao laboratório para fazer exames de rotina, daqueles que os médicos mandam fazer todo ano só para encontrar problemas que achamos que não temos (“ô”, raça!). Uma vez resolvida essa parte das férias, já podemos começar os abusos e gordices também tradicionais. 

Sempre que vou para os lados onde mora Alice, aproveito para realizar programas gastronômicos naturebas (ela é vegetariana – não tão radical) do tipo pizza de rúcula com tomate seco; da última vez foi o seu genro que proporcionou um risoto natureba de excelente padrão (parece que hoje ele fez um salmão com purê de batata baroa que foi muito elogiado nas redes sociais); e já tivemos oportunidade de degustar delícias no Restaurante Guacamole que, como todo restaurante mexicano, é um lugar muito divertido, muito bem decorado e até a comida possui algum tipo de ritual para a hora de servir (dessa vez colocaram fogo no prato de camarão). 

Aqui pelas minhas bandas a gastronomia também é presente e hoje foi o dia do Restaurante Alecrim servir o seu buffet mexicano, já que isso ocorre todo primeiro sábado do mês. Como sempre o atendimento é excepcional e as iguarias fantásticas, sendo a geleia de pimenta um caso a parte de tão boa que é. Aprendi lá na montanha que a grande dica para quem não tem costume com comidas picantes é associar um vegetal do tipo beterraba ou cenoura, ou então comer com guacamole que é a base de abacate. Lembrando que depois ainda tem sobremesa e a sugestão fica com os churros com doce de leite. 

Ah... Férias! Espero que pare de chover para que as pedaladas novamente se façam presente ou que a balança do posto de saúde seja generosa quando o descanso terminar.  


Boa Noite! Eu sou o Narrador.

sábado, 19 de setembro de 2015

Os Velhinhos do Rock

Programas de calouros sempre revelaram grandes sucessos desde os tempos do Flávio Cavalcanti (tenho certeza que você não imagina quem seja esse sujeito, mas na Wikipedia tem alguma coisa e o restante você procura por ai); os formatos mudaram um pouco, mas a emoção de ver um talento nascendo, naquele momento mágico do teste, é algo muito legal.

Essa semana começou o X-Factor, do Simon Cowell, versão musical do American Idol que conta com vários “spin-offs” por ai. O horário é um pouco proibitivo, mas reprisa o tempo todo e ainda tem no Youtube. Grandes talentos já apareceram e ainda aparecem por lá. Particularmente gosto mais do que o equivalente “The Voice”, mas vamos deixar isso quieto. 

Quase mudando de assunto, dizem que “quem gosta de coisa velha é museu”, mas também não é bem assim que a banda toca, não é mesmo? A sabedoria e o talento vêm (essa conjugação, com o acento, nem eu acreditei quando vi) com o tempo e, num contraponto, “quando mais velho o vinho, melhor o sabor”. 

Ontem começou o Rock in Rio, comemorando os 30 anos do maior banho de lama conhecido da história do rock brasileiro, assim como da pior cerveja servida num festival. A música tema é realização do "Roupa Nova”, mas a música hino, já até cantada (isso ele não merecia) pelo Milton Nascimento e que fizeram virar comercial de banco (aaaaiiii...meus sais... alguém tem um de frutas aí?), indiscutivelmente é “Love Of My Life”, do Queen. A festa começou com um mix de bandas nacionais que foi somente “legalzinho”, mas podiam ter poupado o Ivan Lins dessa e a Ivete poderia ter cantado outra música com o Herbert Vianna; acabou que o tributo à Cássia Eller foi bem mais interessante. De qualquer forma, nosso rock envelheceu, mas não perdeu a qualidade e será eterno. Novas bandas (OneRepublic; Script), que fazem sucesso com a garotada, apareceram, foram legais, mas quando o Queen entrou, tudo que aconteceu antes ficou pra trás. 

Diferente do que achou Alice, a presença do Adam Lambert foi o diferencial. Menino novo que veio do American Idol (nem ganhou, mas nem precisou), escolhido a dedo pelos remanescentes do Queen, ganhou o palco e o público. Em show muito bem dirigido, ele foi protagonista e coadjuvante do sucesso mundial da banda. As cordas de Brian May brilharam, como era de se esperar, e o “duelo”de Roger Taylor com seu filho me lembrou o Dan McCafferty usando uma gaita de fole, quando o Nazareth se apresentou aqui pelo sul (fiquei na dúvida se havia uísque escocês ou oxigênio na gaita, mas isso é um mero detalhe). Lembrando textos anteriores, os caras são velhos, mas longe de serem obsoletos e o show foi o máximo. 

Pra terminar, uma pérola que veio da amiga Andréa Pachá (com permissão): 

“Duas péssimas notícias: Mercury morreu e nós não temos mais 20 anos. Talvez o duplo e triste fato explique, em parte, o coro dos indignados acometidos daquela saudade que seleciona os melhores momentos do resto de nossas vidas. Em 1985, nos ressentíamos da falta de Janis Joplin e da lama e da liberdade que, nem de longe eram as de Woodstock. Cada época tem o museu das grandes novidades do seu tempo. Como lembrou David Zylbersztajn, mesmo com todo mundo dançando emocionado e agarradinho o “Love of my life”, sem o personagem original que identificava a banda, pode até parecer com uma propaganda do Itaú. Nessa síndrome de Meia-Noite em Paris, sempre pode piorar. Ou melhorar, se imaginarmos que ainda se dança agarradinho e há aqueles que com 20 anos, cantam o amor em coro.” 


Boa Tarde! Eu sou o Narrador.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Falando de Alice

O beijo (original em alemão: Der Kuss) é um quadro do pintor austríaco Gustav Klimt. Executada em óleo sobre tela, medindo 180x180 centímetros, entre 1907 e 1908, é uma das obras mais conhecidas do Klimt, graças a um elevado número de reproduções.” (Fonte: Wikipédia) 

Escolhi essa imagem para ilustrar o texto, pois hoje vou falar de Alice e ela gosta dessa pintura. Também gosta de Frida Kahlo, do Rio de Janeiro, de pizzas naturebas e outro dia falou que “tinha um lado doce”, mas ela o teria comido (isso foi uma piada). Alice é aquela que mora no final da estrada de flores amarelas. Alice também gosta de girassóis. 

Quando a conheci, ela gostava de gatos e se transformava em uma, às vezes. Continua gostando dos gatos e até tem um em casa que convive harmoniosamente com um pequeno periquito (isso foi redundante?). Já falei dela várias vezes e resolvi tornar isso um “marcador” aqui no blog. Tentarei condensar dois textos que escrevi no “Contos de Fada?”. Será que consigo? Vamos tentar, então: 

Doce Alice que cuida de duas fadas. Sempre cuidou tão bem que hoje elas já ganharam suas asas e voam atrás de seus destinos. Acho que nunca encontrei figuras tão gentis, tão inteligentes e tão decididas como as duas. Frutos de Alice! 

Nunca tive medo de suas ideias, talvez um pouco diferentes da grande maioria (outra redundância), mas ela sempre foi muito sincera. Quando estudou bordados, contou que loucura vem da cabeça dos outros. Por conta disso ela cuida, até hoje, da caixa de costura da minha velha mãe. 

Alice é artista: gosta de imagens e as faz muito bem. Outro dia ela resolveu usar a parede de sua casa como tela e desenhou passarinhos e uma árvore e eu ainda tenho que ver isso de perto (editado: já fui lá ver!); teve aquela vez que fotografou andorinhas fazendo música nos fios da rede elétrica e isso virou música mesmo que eu também ainda tenho que ouvir. 

Doce Alice que aproveita as horas de silêncio e preguiça, para ouvir o barulho do vento e o brilho das sombras; da sua janela fotografa arco íris e também a lua quando está cheia (se bem que lá também ela encontra o gato, em outras fases). 

Um dia, Alice olhava a lua em crescente, deitada num dos galhos de uma árvore encantada. Encontrou o gato que sorria através da lua e, nesse olhar, invocou seu feitiço, parecendo não se importar que os outros a escutassem. 

“Estranho você chegar assim sem avisos; 
 Até senti as tais borboletas que você bem sabe defender. 

Como pequenas luzes, saltitando entre os galhos, 
Equilibra-se sobre o próprio rabo,
Ronrona ideias e, lentamente, passa entre minhas pernas encostando seus pelos... 
Deixando no ar o que realmente pretende. 

Para te conhecer é preciso cuidado: 
Gatos não possuem donos e fazem seu próprio caminho... 
Sem licença para entrar ou sair do país de Alice. 
Costuma fazer pedidos estranhos... 
Nunca os aceitei ou entendi 
Talvez por saírem da mente 
De um ser misterioso." 

Então, Alice olha para o céu e vê, novamente, a lua em crescente e termina como se fosse a última gota do último segundo do por do sol... 

"Lua, quebre o encanto e devolva o gato, porque ele é risonho, mas sorri apenas para mim" 

Assim é Alice: aquele que é doce, que cuida de suas fadas e mora depois da estrada de flores amarelas.  


Boa Noite, Alice! Eu sou o Narrador.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Uma Orelha

Há três anos eu escrevi um texto falando da minha comemoração de aniversário que praticamente ninguém leu (foram somente cinco os acessos). Naquele ano eu mudei o esquema e fui assistir o espetáculo “Varekai” do Cirque du Soleil, que era apresentado em Curitiba e foi uma das experiências mais fantásticas que eu já tive e o texto serviu para contar alguma coisa a respeito (ficou curioso? clique aqui). 

Esse ano eu repeti a dose do ano passado e fui pra Joinville. Aproveitei que acabei de pagar as prestações das duas últimas viagens grandes que fiz e fui comemorar meu aniversário num “tour” pelos shoppings, onde também buscava alguma coisa cultural que incluía cinema e livraria. 

Eu fui do tempo das bibliotecas reais, onde a gente pesquisava e muito (não havia Medline, Google, Lilacs, mas já havia computador na biblioteca, o que facilitava um pouco a coisa). Procurando qualquer assunto, você conversava com a bibliotecária, escolhia umas palavras inerentes à pesquisa e ela fazia a busca no computador (sem acesso à Internet). Umas duas semanas depois ela entregava um calhamaço com resumo de artigos e aí você é que filtrava o que interessava. Alguns dias depois, já com os títulos na mão, você retornava à biblioteca e pedia as revistas, onde encontraria os artigos. Como nem todas estavam lá, a bibliotecária te guiava até um aparelho parecido com um microscópio e você procurava tudo em micro-fichas, para localizar, em outras bibliotecas, os artigos. Dessa forma eu conheci a Biblioteca Central do Centro de Ciências da Saúde – CCS da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e, depois, a Biblioteca da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Era legal? Sim! Só que dava muito trabalho. 

Aí, voltando à história anterior, no cinema não tinha nada que acrescentasse alguma coisa e nem que não acrescentasse, mas que ao menos fosse interessante; na livraria dei de cara com uma mesa onde havia uma montanha de livros para colorir, onde, outrora, eu encontraria aqueles livros que “piscam” pra gente de vez em quando; parti para as compras nas lojas de departamentos mesmo. 

Eis que, como ano passado, encontrei Alice (tenho que falar mais dela... vou fazer uma compilação de textos que escrevi e depois eu coloco aqui) que me presenteou com um livro de um autor que eu nunca ouvira falar. Eu respeito muito quando recebo esses presentes, pois é um carinho absoluto quando alguém te enche de cultura também. Foi o suficiente para refletir um pouco: que tal, ao invés de perder um bom tempo lendo baboseiras na Internet e assistindo séries da TV paga, ligar o computador na JB FM, ouvir Cássia Eller, Nando Reis, às vezes até os Mamonas, Michael Jackson, Christina Perri (ops...forcei a barra? vale a pena conferir no Google, então) e um monte de gente bacana e devorar o livro novo? Foi o que fiz; dele vou falar quando terminar de ler as 541 páginas (vai demorar um pouco), mas já acho que vai valer muito a pena, já pelo “pedacinho” que deixo na foto, junto com a Biblioteca da Fiocruz (clique na foto para ampliar). 

Uma vez me falaram para eu seguir as páginas do meu livro de vida e não a do livro dos outros. Meu livro não é de colorir, mas com certeza a cultura é o melhor estojo de canetinhas que a gente pode adquirir na vida. Ah! Mais uma coisa! Escrevi hoje no Twitter (sim... eu tenho isso... WhatsApp eu não tenho): "Se as pessoas amassem mais umas às outras e ouvissem melhor o que o outro tem a dizer, tudo seria bem melhor." Pois é...

 
Boa Noite! Eu sou o Narrador.

sábado, 6 de junho de 2015

A Mágica do Anel

Uma coisa que raramente acontece comigo é perder alguma coisa (inclusive a paciência). Acho que minha boa relação com aqueles gnomos e duendes brincalhões que escondem as chaves, celulares, carteira e outros objetos, associado a algum espectro obsessivo-compulsivo, deixam minha vida mais sossegada nesse aspecto. Claro que nem sempre isso acontece e levo sustos. 

Há alguns anos ganhei um anel de Alice que só tiro por exigência do trabalho, deixando em algum local seguro. Quarta-feira ele sumiu, mas antes que eu ficasse muito chateado com isso ele foi encontrado por uma colega de trabalho e voltou para o meu dedo. Claro que isso aconteceria: é um Anel Atlante e foi presente, daí ele possui muita energia mágica que teria efeitos adversos se outra pessoa ficasse com ele. 

Para quem não sabe, o Anel Atlante foi um presente deixado pelo Sacerdote Jua no seu próprio túmulo (bom... isso ele pediu para alguém fazer com certeza... talvez tenha deixado um testamento... vamos em frente) achando que alguém encontraria o local no futuro. Lá havia também uma placa de boas vindas e o anel original fora esculpido em arenito. Quem encontrou isso tudo foi o Marques de Angrain e o anel acabou nas mãos do seu assistente (estagiário às vezes se dá bem) Howard Carter. A história é meio longa, mas o que se sabe é que o Howard foi o único sobrevivente da maldição da Tumba do Tutankhamon e ele usava o anel original. 

Por conta dessa “quase perda”, meu pensamento viajou para Santiago de Compostela. A primeira vez que ouvi falar do assunto foi quando li “O Diário de um Mago” do Paulo Coelho, que fala sobre a peregrinação e o Caminho de Santiago. Quando cheguei lá, vinha de um dia anterior bem movimentado e cansativo e de uma viagem (de ônibus, vamos entender bem a coisa) de uns duzentos quilômetros a partir da cidade do Porto. Uns dez minutos de caminhada e o grupo chegou na Catedral e a entrada foi por trás, a partir da Praza das Praterias, pois haviam obras de conservação na entrada principal. A sensação é impressionante, pois vão pessoas de todos os cantos do mundo, alguns peregrinos que fizeram o caminho e o cansaço ajudou a criar o clima (os peregrinos estavam mais cansados). 

De repente vi um sujeito de uns dois metros de altura com roupa de bombeiro. A roupa não chamou tanta atenção, mas um ursinho de pelúcia, preso nela por um velcro, fez minha curiosidade extrapolar a cara de pau e fui lá conversar com o sujeito. Era um peregrino alemão que, obviamente, não falava português, mas falava bem inglês (que também não é bem meu forte) e ele contou que o ursinho era do filho dele, Nicolas (isso é uma coincidência, mas só para os fortes), mostrou retrato, contou da viagem e por incrível que pareça, ambos entenderam o que o outro falava. Lá é assim: independente da nacionalidade e do idioma, peregrinos e curiosos se entendem. 

Antes de partir para o almoço e degustar os "tapas" espanhóis e o “puelo”, tudo isso regado ao sensacional vinho Albariño, que foi oferecido pelo garçom baiano que nos atendeu, dei uma fuçada nas lojas de pratarias e souvenires do local, na busca de alguma coisa para a Bandeja Mágica aqui de casa e vi um anel muito interessante com a palavra “Ultreia” gravada. Claro que não comprei porque existem coisas (e os anéis estão incluídos nisso) que você precisa merecer ou ganhar, mas que você pode comprar se alguém disser pra você que é legal, já que essa pessoa te quer bem. Perguntei o significado e não entendi bem até ontem, quando fui pesquisar. Isso foi uma saga, já que eu não lembrava a palavra, mas vou pular os detalhes da pesquisa e contar o que descobri. 

Essa palavra era uma saudação entre os peregrinos. Na Wikipédia Espanhola (que preferi não traduzir) encontrei uma boa explicação: “ Parece ser que antiguamente los peregrinos se saludaban diciendo "Ultreia, suseia, Santiago" [Ánimo, que más allá, más arriba, está Santiago]. También se ha sugerido que cuando un peregrino saludaba a otro diciéndole "Ultreia" ("Vamos más allá") el otro le respondía con "Et suseia" ("Y vamos más arriba").” 

Vários blogs falam do Caminho de Santiago e encontrei também uma música, uma referência ao Codex Calixtinus, mas são histórias muito longas e esse texto já deu o que tinha que dar. O que importa é que se você um dia encontrar um anel, procure seu dono e devolva (como aconteceu comigo), ou então deixe no mesmo lugar que você o achou para que o dono o encontre. Se um dia fizer o Caminho de Santiago, compre o anel com a inscrição “Ultreia”, pois, com certeza, você será merecedor dessa lembrança. Por último, se você perder o anel no mar, leia esse meu outro texto, onde existe uma solução para o problema. 

  
Boa Tarde! Eu sou o Narrador.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O Pedal e o Descobrimento

Escrever dois textos no mesmo dia seria arriscado se o objetivo do blog fosse outro que não o meu prazer na escrita. Claro que meus quinze leitores fixos são importantíssimos e hoje terão um pouco mais de trabalho, assim como os leitores eventuais. 

Quando a gente entra de férias geralmente temos alguma programação, além de acordar mais tarde e não ter muita hora para nada. Eu continuo acordando cedo e evito o ócio de alguma forma. Verificando o tempo livre, aceitei a proposta de Alice e parti pra Joinville no último final de semana. Geralmente minhas visitas incluem umas comprinhas, um cineminha, uma saída à noite e volta no dia seguinte, mas, dessa vez, resolvi procurar alternativas e a amiga acompanhou minhas ideias. 

A primeira foi um passeio de bicicleta pela cidade. Sim! Bem legal, né? Só que eu não coloquei a bicicleta no transbike e percorri os cento e noventa quilômetros equilibrando a magrela. Há alguns meses eu descobri que tem um passeio promovido pelo Dr. Bike (apelido do Daniel Rodrigues) através da Pedaltur, que aluga as bicicletas. Preferi o período da tarde e, por sorte, não havia muito sol, mas o dia estava agradável. Conhecemos o Instituto Internacional Juarez Machado, o Museu Nacional de Imigração e Colonização, além de outros pontos turísticos que sempre estiveram lá, mas, as vezes, a gente esquece disso e não faz a visita. 

No dia seguinte, visitamos o Memorial do Descobrimento que fica no posto Sinuelo na BR 101, caminho para Florianópolis. Sempre tive curiosidade de conhecer, até porque essa paradinha no posto é bem típica dos viajantes, principalmente para a turma das excursões ao Beto Carrero. O local é sensacional e a réplica da caravela é muito boa, fazendo a imaginação voltar aos tempos do Cabral (o Pedro Álvares e não o outro). 

Claro que também fui aos shoppings, fotografei a decoração de Natal e ainda comprei minha agenda 2015. Para encerrar os trabalhos, jantar num restaurante árabe, com direito a danças típicas e a presença adorável da Laura. 

Para tratar o passeio de bike, o telefone de contato é (47) 99013141. O Memorial fica aberto todos os dias, desde que não chova, mas vale a pena telefonar para lá e confirmar os horários através do telefone (47) 3447.7100.  


Boa Noite! Eu sou o Narrador.

domingo, 30 de novembro de 2014

Preparando o Natal

Já conhecia Alice há algum tempo, mas posso dizer que nos vimos, pela primeira vez, no final de 2005, quando fiz um roteiro a partir de Balneário Camboriú que incluiu o Parque Beto Carrero e, finalmente, Joinville. O encontro foi no Shopping Mueller e foi bem mágico porque era quase Natal, ela levou suas fadas (que hoje já são crescidas, a mais velha passou no vestibular, a mais nova debutou numa festa de chocolate com direito ao Wonka e tudo o mais), a decoração do shopping estava muito bonita e até encontramos com o Papai Noel. 

Alguns anos depois, os encontros ficaram mais frequentes (digamos que demoram menos tempo para acontecer) e acabou que eu ganhei um certo gosto de fotografar decoração natalina por ai. Efetivamente não sei ao certo se as cidades é que se esmeraram nesse aspecto ou se eu fiquei mais observador. O que eu sei é que tirei muitas fotos e há três anos eu faço álbuns no Facebook com o tema. 

Como hoje é o dia de começar a montar a árvore de Natal, além de montar a minha, comecei o álbum novo e achei interessante fazer uma coletânea dos últimos anos no vídeo abaixo. Espero que curtam o trabalho e, aos poucos, outras novidades surgirão (inclusive verei Alice, novamente, só não sei exatamente o dia) 



Boa Noite! Eu sou o Narrador.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Curtindo a Vida Adoidado

”A vida passa muito depressa. Se não paramos para curti-la de vez em quando, ela passa e você nem vê!” (Ferris Bueller) 

Desde os tempos do “Contos de Fada?” que eu sempre faço um comentário na passagem do meu aniversário. Esse ano, no dia mesmo, eu estava muito cansado, já que trabalhara na véspera e no próprio dia, e acabei não escrevendo nada. Sem contar que o inferno astral foi implacável e isso sempre atrapalha um pouco a inspiração. De qualquer forma, teve lá o “Parabéns”, mesmo “baixinho”, muitos recados recebidos (o “corujal” ficou lotado), um bolinho no dia seguinte e todo o necessário para espantar as desventuras e abrir espaço para as boas vibrações. 

Para complementar a atividade, nada como um passeio. Lá nos tempos do Ferris Bueller, em 1986, ele cabulou aula, passeou com os amigos e curtiu um dia sensacional, para ninguém botar colocar defeito. Ainda bem que os adolescentes de hoje não necessariamente viram o filme e muito menos ouviram falar do Ferris, mas ele foi um ícone daquela geração, onde descer ladeira na casa da avó, num carrinho de madeira, nem era novidade. 

Resolvi incorporar o personagem (no bom sentido, é claro) e parti pra Joinville, onde curti uma folga, bem merecida, para passear no shopping, comprar livros, ir ao cinema ver dois filmes de ficção científica que não acrescentaram absolutamente nada na minha vida, mas foram uma ótima distração, e encontrar a amiga Alice, com direito a café da manhã, presença de Amanda e ganhar presente especial: agora sim começou a nova era! 

Para registrar, nada como fotos e o vídeo de um dos momentos clássicos do filme. Quem não viu, vale a dica também!  



Boa Noite! Eu sou o Narrador.

domingo, 11 de maio de 2014

Conto do Dia das Mães

Dia das Mães é aquele segundo domingo do mês de maio, onde a maternidade é comemorada de alguma forma. Quando os filhos estão no colégio, a semana que precede geralmente é complicada: diferente do Dia dos Pais, que também cai num domingo, a festinha escolar, para as mães, acontece no meio da semana, gerando muito corre corre, quando elas possuem alguma profissão, pois tem que dar um jeito de sair do trabalho para comparecer e não causar frustração nos filhotes (os pais não tem esse problema, porque a festa é feita num sábado).

Pois é... mãe é correria o tempo todo. Dizem que isso tudo anda mudando, pois a sociedade já deixa o pai participar bem mais, só que muita coisa ainda tem que evoluir. No caso de Mônica, não houve festinha escolar; Yasmin tem um ano e um mês e só conheceu a própria festa de aniversário, que foi comemorada em casa somente com seus pais (caso contrário isso seria uma grande confusão que eles preferiram deixar para o ano que vem). 

De qualquer maneira, acordaram cedo, pegaram a primeira barca que navegou com auxílio de radar, já que a neblina cobria toda a baía. Por conta disso a viagem demorou um pouco mais e o frio da manhã não incomodou muito, pois tanto ela quanto a filha estava bem agasalhadas (levaram casaco, é lógico). Seu Antônio, taxista que servia a família há tantos anos, não se incomodou de esperar, considerando que, devido às obras do porto, mesmo no domingo, a bagunça do trânsito era certa. 

- Vai almoçar com sua mãe, né? Já não a vejo há bastante tempo! 
- E o senhor, vai trabalhar o dia todo? 
- Não, dona Mônica! Hoje quem faz o almoço sou eu e já vou pra casa providenciar o rango! 

Enquanto isso, lá na ilha, Leo e o sogro, com um batalhão de funcionários, já arrumavam o almoço no restaurante da pousada. Todos os lugares foram vendidos com antecedência e o lucro era certo, assim como o tumulto da fila na hora de entrar. Ainda serviriam um lanche, mas isso vou contar depois. Sim, Dia das Mães tem disso: se você não é o dono do restaurante e não fez reserva antecipada, há de ter uma surpresinha na hora do almoço. 

O dia passou rápido, claro que a mãe da Mônica fez as reclamações de praxe, a chantagem emocional já velha conhecida, soltou a frase típica “agora que você é mãe vai ver como a coisa funciona”, mas tudo correu bem. Afinal, mãe é mãe e merece sempre nossa companhia. Na volta, chamaram o radiotáxi, pegaram um catamarã que era mais veloz e chegaram a tempo para o lanche, que foi uma grata surpresa: era mais uma festa, onde os funcionários que trabalharam levaram suas famílias, era um tal de mãe pra cá, mãe pra lá (a mãe do Leo também foi, claro), presentes foram distribuídos e tudo isso por conta da excepcional renda do almoço, que o pai da Mônica preferiu não embolsar e sim festejar. Todos felizes e exaustos, Yasmin curtiu muito, mesmo sem entender direito, dormiu cedo e Mônica ainda recebeu um belo buquê de flores. 

- Então... gostou da comemoração surpresa?
- Claro, né, Leo! Ano passado Yasmin era muito pequena e aí a ideia era outra. Ei... pega meu celular ai que chegou SMS.
- De quem é?
- Da Bia... Rodrigo nasceu hoje. É prematuro, está na UTI, mas passa bem... 

Bom... o texto é em homenagem às mães, nessa data, e a foto em homenagem à minha mãe que, hoje, é representada pelo meu pai, que acumula as duas funções. A caixa de costura está guardada em boas mãos, lá com Alice (é assim que eu chamo essa amiga por aqui), mas simboliza muito bem o seu trabalho. 


Boa Tarde e Feliz Dia das Mães! Eu sou o Narrador.

domingo, 4 de maio de 2014

Tardes de Maio

♪ O dia ficou noite 
O sol foi pro além 
Eu preciso de alguém 
Vou até a cozinha 
Encontro Carlota, a cozinheira, morta 
Diante do meu pé, Zé 
Eu falei, eu gritei, eu implorei: "Levanta e serve um café Que o mundo acabou!" ♫ (Nostradamus – música de Eduardo Dusek de 1981) 

Ops... ainda não chegou a hora, mas podemos parar para observar algumas coisas. O conceito de blog é um diário pessoal, mas foi modificando através dos tempos; dei uma olhada no que escrevi nos outros anos, nessa mesma época, e conclui que era para estar um frio de rachar, mas não foi bem o que encontrei nesse feriado prolongado. É, queridos 14 leitores, o tal do efeito estufa está por ai, como já dizem os estudiosos há bastante tempo, pois quem diria que, num lugar onde o inverno dura nove meses, eu ainda andaria de bicicleta e tomaria sorvete num final de tarde em pleno mês de maio. 

'Tá certo que não foram dias quentes: a neblina (misturada, ou não, à fumaça das chaminés dos diversos fogões a lenha espalhados por ai) foi a constante nas manhãs, até choveu bastante na véspera do feriado (o que adiou uma pedalada de quase 30 km... ufa!), mas o céu azul apareceu nesses finais de tarde que falei. 

A paisagem de maio sofre uma metamorfose: as nuvens fazem belos desenhos no céu, teve uma amiga que caracterizou a lua como um parapente (dá pra ver de tarde), se bem que eu ainda gosto mais do conceito de “lua em gato”, numa referência ao gato de Alice; a ciclovia, agora, fica cheia de pinhas que explodiram e você pode vê-las nos galhos também. A pracinha, com seus brinquedos que já andam pedindo uma manutenção, lota de crianças e adultos, aproveitando o clima ameno. 

Efetivamente eu não sei quanto tempo isso vai durar, já que nada é eterno, mas que seja infinito enquanto durar, parafraseando o poeta. Resolvi, então, dividir essas experiência com vocês. 



Boa Noite! Eu sou o Narrador.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Partitura

010000010110110101100001011100100010000011101001001000000110111001110101011011100110001101100001001000000111010001100101011100100010000001110001011101010110010100100000011100000110010101100100011010010111001000100000011100000110010101110010011001001110001101101111 

O leitor pode achar, agora, que, ou o Narrador pirou (de vez; de forma irreversível) ou que existe algum problema na formatação da página. Ledo engano: apesar das chances de piração serem reais, o que apresentei é uma frase codificada no sistema binário que é a base de tudo que conhecemos hoje em informática (para traduzir, siga as instruções do link que acompanha os números e aparece na cor azul). Imagine como a coisa era bem complicada antigamente e alguns poderão reconhecer, de cara, o que está escrito. Quando surgiu a Internet e as páginas como hoje as usamos, aquilo tudo era feito em linguagem “html” e montado no “Bloco de Notas” (é o tal do “código-fonte”). 

Sempre fui muito curioso em relação a origem das coisas e dos conceitos e, por isso, antes de começar a usar o computador, fiz um curso e depois fui estudando e aperfeiçoando, por conta própria, até chegar ao Linux. A praticidade dos sistemas operacionais acabou criando uma boa leva de pessoas que nem imagina como a coisa funciona: compra a máquina e sai usando direto de forma totalmente sem noção. 

Esse fenômeno do “compre e use” é bem antigo e fruto da pressa. Quantas coisas perdemos por conta da necessidade de resultados rápidos, não é mesmo? Alguém lê manual de eletrodoméstico antes de colocar na tomada? 

E assim também foi com a música, quando cifras e tablaturas substituíram as complexas partituras. No meu tempo, foi assim que aprendi (?) a tocar violão: um acorde, um jeito de fazê-lo e vamos tocar. Durante muitos anos aprendi algumas músicas e isso me rendeu o prazer de tocar com meus alunos no Pratas de 2007

Aí resolvi aprender a tocar flauta transversal (já é projeto bem antigo). Só que os preços do instrumento são proibitivos, não é algo que vire “cabide” se não for usado e muito menos você passa adiante com tanta facilidade: foi necessário consultar um especialista e assim procurei uma escola de música. Comecei as aulas? Não comecei: o curso lá ainda é projeto. Esperanças perdidas? Claro que não! Vamos, então, retornar ao violão, dessa vez do jeito certo. 

Hoje foi o primeiro dia. Como as notas eu conheço, assim como os acordes, hora de tirar dúvidas; entender porque o ré sustenido também pode ser o mi bemol foi o máximo! 

Agora é seguir em frente, aprender a coisa e, quem sabe, um dia, talvez eu consiga tocar a melodia que as andorinhas montaram nos fios de energia.


  Boa Noite! Eu sou o Narrador. 

N.N. A ideia da foto veio de outra que Alice flagrou. Disse a lenda que uma amiga realmente transformou a foto em música, mas o resultado eu nunca ouvi.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O Rio, o Frio e a Feira das Nações

Revoltado, o Boneco de Neve esperava na porta: 

- Vamos combinar uma coisa: quando for viajar vê se aguenta o calor, porque resolveram amenizar as coisas pra você e eu tive que voltar ao trabalho! 

A semana dedicada ao Rio de Janeiro, contando ainda com uma passagem rápida na montanha, para elogiar o passado com a amiga Fada dos Olhos, terminou em terras de Alice, onde uma galera muito simpática e animada fez uma homenagem à Cidade Maravilhosa, contando um pouco de sua história, belezas e outros atributos. 

Disse a lenda que o trabalho rolou durante um ano inteiro e o resultado foi sensacional: uma viagem no tempo mesclando história antiga e contemporânea, passando por Carlos Drummond de Andrade, Niemeyer, falando de cinema, política, música, onde a garotada arrasou. 

No final, emocionada, Alice chorou de alegria e orgulho de seus alunos. 

Este post é um “parabéns” e será curtinho porque não consegui descrever a emoção de assistir a tão grandioso espetáculo. 

Quem?Quando?Como?Onde? Clique aqui e confira a programação! 

Enquanto isso, uma coruja pousou no ombro do menino:

- É pra você! Veio do Guri! 
- Mesmo? Há quanto tempo não falo com ele! 
A menina abriu o bilhete, leu e ficou quieta. 
- O que ele escreveu? Reclamou do frio? Você deu uma exagerada, né? 
- Até você, menino?! Ah! Me deixa! 


 Boa Noite! Eu sou o Narrador.

domingo, 24 de junho de 2012

Varekai - Onde quer que seja... em algum lugar

“Em uma misteriosa floresta no interior de um vulcão, existe um mundo extraordinário. Um lugar onde tudo é possível...” 

Nos últimos tempos, principalmente nos último mês (aquele... onde coisas estranhas acontecem), tenho pensado na prática do desapego. Aquilo que Herbert já falou, do “hoje joguei tanta coisa fora” e que dei uma ou outra dica por aqui. Guardar coisas que podem ser úteis noutra hora, manter hábitos milenares... todo mundo sabe do que se trata. 

Evoluir é o mesmo que seguir em frente de alguma forma e, este ano, optei por terminar o inferno astral de um modo, digamos, diferente: ao invés de comemorar com bolo, brigadeiro e bolinhas coloridas, a ideia foi outra... 

Meticulosamente programada, a ida ao circo seria uma operação militar se estivéssemos numa guerra. Apesar do Google Maps ter me passado uma perna, quando informou que a distância do hotel até o evento era de um quilômetro ao invés de vinte e três, isso não atrapalhou.

Rigorosamente no horário, começa a função. Sem aviso prévio, só começa. Nada de campainhas ou sirenes. O tablado é todo tomado por movimentos, luzes e cores, num malabarismo mágico e contínuo que fica difícil ver tudo ao mesmo tempo. Cada pessoa presente viu um espetáculo diferente, tenho certeza disso. Você não se mexe, não pisca, a bunda o corpo não dói, mesmo sendo, a cadeira, não muito confortável. Imperdível!

- Acho que ele ficou feliz, né Mago? 
- Você guiou as corujas com precisão. Este ano foram muitas dezenas.
- A da Garotinha, será que se perdeu?
- Ela sempre esquece, não ligue, mas foi a do (K)Clown que ele gostou muito quando chegou.
- E o que são “pensamentos alvissareiros”?
- “Coisa de Marinha”. Outra hora te explico.
- Posso dar um último presente pra ele? 
- Claro, Beatriz! Ele também gosta muito de você. 

E de repente o céu se veste de dourado e a lua (como o gato de Alice) sorri para ele, que agradece também com um sorriso!



Da mesma forma que agradeço a cada coruja que trouxe mensagem dos lugares mais distantes, seja por torpedos, telefonemas, escritos no mural, e-mails... Valeu mesmo! É bom saber que sempre estaremos por aqui!  

Boa noite! Eu sou o Narrador.

 OBS: Este é o texto de número 52 deste blog. Qualquer semelhança, não foi coincidência...

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Receita de Ano Novo

Final de ano e as cenas são repetitivas: se fosse no “Contos de Fada?” o título deste texto seria, certamente, “Chegada 4” porque até isso aconteceu mais uma vez e praticamente na mesma data que nos três anos anteriores. 
Houve a viagem no Natal, mas algumas pessoas não foram encontradas (isso acontece às vezes) e o retorno foi mais ameno, pois realmente tudo foi resolvido e era hora de um tempinho de recolhimento.
As mensagens de final de ano pipocam por todos os lados: redes sociais, e-mails, mensagens por celular, cartões de boas festas via correio (sim, isso ainda existe!) e também vou deixar a minha por aqui. 
Inicialmente aproveitaria um texto que dizem ser do Drummond, mas os estudiosos dizem que ninguém sabe quem escreveu (só sabem que não foi do sábio Carlos). 
O texto é chamado de “Reverência ao Destino”, pode ser encontrado com facilidade no Google e eu deixaria aqui uma reflexão a respeito. 
Só que a magia do final do ano, como das outras vezes, fez surgir, das mãos de Alice, um momento verdadeiro de Drummond que ela dedicou às suas fadas e que vou reproduzir na íntegra.

                                                “Receita de Ano Novo”
"Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido); para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior); novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?)   Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.   Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre."
Boa Noite! Eu sou o Narrador.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Canção de Verão

A Primavera passou sem mostrar para o que veio. 

Uma pasmaceira quase tomou conta da situação, mas só conseguiu tirar um pouco da inspiração para escrever alguma coisa (uma pausa, às vezes, vale a pena). 

Sim! Muitas coisas foram feitas incluindo ver a Sandy cantando músicas do Michael Jackson e ter a frustração de não encontrar qualquer sala de cinema próxima (e olha que as cidades que eu procurei são grandes) que exibisse “Um Dia” com a Anne Hathaway (até São Paulo chegou, mas ficou por lá mesmo) e isso vai ficar para um DVD de locadora mais pra frente; não vi o filme, mas ganhei a acolhida de Alice e suas fadas num belo almoço de domingo.

Dezembro começou com chuva, mas nada de calor. No máximo uma espécie de “bolsão” de ar que fez pular o tornado (com direito a granizo), que apareceu no Rio Grande do Sul, diretamente para São Paulo e Belo Horizonte, com direito a algumas coisas mais sérias lá pros lados do Valqueire no Rio de Janeiro. 

Dessa forma, vamos procurar velhos ares muito conhecidos... vamos para a montanha!  (ebaaa!!)

O dia de sol (mais tarde choveu, mas isso é rotina), com a brisa fresca característica, brindou a chegada do verão. Um bom passeio no parque gerou boas lembranças, eternizadas e “curtidas” na rede social favorita.
Sem maiores delongas (este é um texto bem curtinho para tentar retomar os escritos), vou encerrando por aqui mesmo.

 Boa tarde! Eu sou o Narrador.  

Obs: Algumas pessoas podem desconhecer o termo, por isso coloco aqui a definição do mesmo, afinal blog também é cultura!

Pasmaceira -  Situação do indivíduo pasmo, sem ação, diante de um fato. Mesmice, ausência de ação ou de movimentação. 1 - Todos os dias seguiam naquela pasmaceira. 2- Ele precisava tomar uma atitude, para fugir da pasmaceira.

domingo, 17 de julho de 2011

Veranico

O veranico é um fenômeno meteorológico comum nas regiões meridionais do Brasil. Consiste em um período de estiagem, acompanhado por calor intenso (25-35 °C), forte insolação e baixa umidade relativa em plena estação fria. Para ser considerado veranico, é necessária uma duração mínima de quatro dias às vezes prolongada a várias semanas.

Resumindo: um “verão nanico” no meio do inverno!

Só que, da mesma forma que a geada, isso tem uma história algo diferente.

Havia um bruxo muito velho que parara de comemorar seu aniversário quando completara trezentos anos e isso foi bem antes de qualquer coisa histórica que apareça nos antigos escritos. Ele detestava o frio e sempre procurava lugares mais quentes para morar.
Só que isso não era sempre tão simples e, para se aquecer, fizera um trato com a lua, que sumiria na neblina noturna, nas noites de cheia, para que os dias fossem quentes, sem qualquer nuvem no céu.
Um belo dia, ele apareceu lá na montanha. Muito baixinho, um verdadeiro “nanico” (de onde, então, teria surgido o nome do fenômeno) encantou-se pela doçura de Ana e a ela ensinou esse feitiço, já que gostava muito do sol.
Na última semana, quem sabe, ela lançou o feitiço por aqui, permitindo que o trajeto pela estrada das flores amarelas, na direção das terras de Alice, somente mostrasse o azul do céu e o brilho do sol.
Lembrei do tempo de magia, vendo o final da saga do outro bruxinho, onde uma batalha foi travada.
Ana, se tivesse acontecido, poderia ser mais um integrante dessa saga. Das pessoas cujas histórias narrei, ela realmente foi muito especial. Descrevê-la é complicado, mas isso Vercillo fez com maestria.
E será que ela deu uma “mãozinha” ao Neville na hora que ele destruiu Nagini?



Boa noite! Eu sou o Narrador.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Outros Mundos

Durante uma viagem de vários dias, onde você encontra novas e reencontra velhas experiências, a vontade de um narrador é contar tudo que acontece todos os dias.
Só que andei lendo uns textos da Emi e achei melhor pensar numa outra forma de escrever.
Aproveitei, então, os mil quilômetros, doze pedágios, treze horas e mais algumas outras referências, para adquirir inspiração e ai, novamente, muitas coisas distintas surgiram e eu poderia discorrer a respeito por vários dias seguidos, o que também contrariaria a opinião da amiga (pois é, Emi... a carapuça serviu!).
E agora chegou a hora de escolher e escrever... mas algo não estava nos meus planos... os neurônios congelaram!
A ideia era falar dos vários mundos que nossa imaginação pode criar. Seria muito interessante, daria para comparar várias coisas, mas o frio e uma dor de cabeça, velha conhecida, atrapalharam.
Resolvi deixar quieto e pensar em algo para outro dia (Patrícia que me perdoe).
De qualquer forma, um novo mundo apareceu: depois de muitos estudos, agora também ando pelas terras do Pinguim (bem adequado à situação polar que me encontro). É algo bem diferente, tranquilo, não surgem “erros fatais”, anda rápido... várias outras vantagens e desvantagens. É só conferir a criatividade da tela (a foto é minha)


Aproveitando a deixa, olhem pela janela e observem a lua... o gato sorri!
Ontem foi aniversário de Alice e deixo aqui os “Parabéns”!
Maria Clara nasceu, lá nas terras de além mar... Parabéns aos pais corujas!
E no mundo da imaginação, não é que materializaram o Eduardo e a Mônica?
                                      Boa noite! Eu sou o Narrador!