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domingo, 19 de abril de 2026

Feliz Aniversário: tutorial de uma festa perfeita

 "- Pai! Esse ano eu quero festa!"

Assim começou a saga. A última festa que ela teve foi com seis anos (foi um "festão") e depois as comemorações foram mais brandas. Só que, nesse ano, ela pediu festa com os amigos da escola (ah! ufa! só crianças! sem adultos! o quê? só crianças? pqp!)

Pensei um pouco e optei por uma lanchonete bem rústica, perto de casa, capitaneada por um casal, muito legal por sinal, ajudando nas ideias. Essa lanchonete fica anexa a uma loja de material de construção, cujo dono alugava também um brinquedão.

Optamos por um combo com hambúrguer especial, batatinha frita, refrigerante mini. Cada criança ganharia um e resolvido. Mais tarde viria o bolo. 

O horário seria de 18 h às 20 h, mais ou menos, no meio da semana! 

Bom... como convidar e confirmar a presença das crianças?  Combinei com a professora e todas receberam convites com um papelzinho de confirmação. Em poucos dias eu já tinha uma ideia de quantos convidados seriam, o que facilitou programar o dobro de combos para qualquer eventualidade (estava tão bom que não sobrou nenhum).

Decoração, bolo e fotógrafo. Agora vamos aguardar.

Às 17:50h já chegavam três meninas; depois os demais; brinquedão funcionando; agora levantar as mãos para o céu e rezar para dar certo.

Muitas crianças, brincando, dançando, se divertindo e muito bem educadas!

Revezaram no brinquedão, fizeram fila para receber os combos, sentaram bem tranquilas para lanchar, perguntaram o local de descarte do lixo, cantaram o "parabéns" com direito a "Derrama Senhor" na sequência, que uma das meninas puxou e foi seguido por todos os demais (ainda bem que não veio o tal do "com quem será"... ufa!).

Eu achei que não estava no planeta Terra! Nossa! Crianças assim existem! Parabéns aos pais e aos professores! 

O momento apoteótico foi a chegada, de surpresa, da professora da turma!! Todas as crianças correram para cumprimentá-la ainda saindo do carro!

Alguns pais e responsáveis também foram, mas ficaram somente observando para depois levar a sua criança para casa (ah! mas teve uma foto que foi com todo mundo e eu chamei esses adultos também, lógico; ah(2)! eles também ganharam o combo, lógico(2)).

Enfim, agradeço muito aos presentes, à lanchonete Goldenbite, ao Daniel (brinquedão), à RK decorações, à Foto Venturi; à Ayme Varela (bolo delicioso)

E as fotos? 

Bom... aí fwdew mais ainda! Tem a LGPD, lei Felca, lei do c@r@io a quatro e aí não posso mostrar nada além do que eu posso autorizar. Quem quiser ver mais, fale comigo pessoalmente...

- Ah! Mas ninguém sabe quem você é! - disse o Quati.

Pois é...

 



Bom dia! Eu sou o Narrador! 

terça-feira, 26 de agosto de 2025

O Homem Centenário

♫"Eu nasci
Há dez mil anos atrás
E não tem nada nesse mundo
Que eu não saiba demais"♫

Sapateiro é um artista, assim como relojoeiro/ourives e alfaiate/costureira. Só que muito difíceis de encontrar por aqui (e talvez por aí também). Sempre que penso nisso eu lembro do livro "1984" de George Orwell (que fala de uma sociedade distópica) , lá pelo capítulo oito, quando o protagonista procurava um senhor idoso que ele vira num pub, para saber como era a vida anos antes... "Fale-me sobre a sua vida quando o senhor era garoto. Como eram as coisas naquele tempo? Melhores ou piores do que agora?” 

Vivemos numa época de manipulação de informações. Essas “distopias” que citei, invariavelmente mostram o domínio através de uma ideia que seria a verdade absoluta. Para conseguirem seu intento, duas coisas são imprescindíveis: acabar com as lembranças, o que nem é muito difícil pois é só contar as coisas que se passaram de uma forma bem tosca e que gere desinteresse; controlar as atividades das pessoas, o que com as câmeras de segurança com vídeos editáveis e com as redes sociais tudo fica mais fácil. Traduzindo: vamos detonar o passado, incutir somente as ideias que nos interessam e assim o controle é absoluto. 

Detonar o passado? Pro meu pai, isso não existe!  

Envelhecer é certo, mas saber envelhecer é opção. 

Nesse quesito, hoje meu pai completa 100 anos e, dentre outras coisas, ele afirma que não tem "essa mania (que as pessoas tem) de morrer". 

É um grande sobrevivente. Sabe de tudo um pouco. Viu e viveu o que somente alguns compartilham dessa experiência hoje em dia. Sempre um sábio. É o "terror do INSS" (e assim continuará durante muito tempo). É o tal sujeito fora da  curva. 

Teorias à parte, hoje é seu aniversário! E daqui a dez mil anos, eu coloco o restante da música do Raul...

Parabéns Papai! Que a força esteja sempre com você! Vida longa e próspera 🖖! 


Bom dia! Eu sou o Narrador 

 

quarta-feira, 23 de abril de 2025

Salve Jorge!

Dei uma passeada no "Contos de Fada" e não descobri nada significativo sobre o dia de São Jorge que é hoje.

Por outro lado, encontrei uma bela história sobre o Dragão. Efetivamente não sei bem qual problema São Jorge tinha com o o animal, mas o Dragão não gostava muito de falar a respeito.

"Houve um tempo, em outra dimensão,
Que os dragões eram poderosos
E dominavam os homens,
Comandados por feiticeiros do mal...

Um desses dragões recebeu uma missão:
Derrotar um cavaleiro errante,
Que procurava sua princesa
No interior de uma caverna, onde ela era cativa.

Antes de encontrar o cavaleiro,
Ele viu a menina que aproximou-se sem medo...
Deu-lhe um “olá” e acariciou sua testa,
Além de oferecer-lhe um chá.

Uma lágrima ameaçou cair dos olhos do dragão
Que foi embora sem cumprir sua missão.
Afinal, como poderia magoar a doce menina,
Depois de tão gentil acolhida?

O cavaleiro, então, encontrou sua princesa
E, juntos, comandaram uma batalha contra os feiticeiros...
De tão irados que ficaram,
Baniram o dragão para outro mundo...

Ele surgiu num parque de diversões (como aquele que falei outro dia)
E antes que causasse muito espanto,
Viu um armário e por ele entrou,
Vindo parar no País dos Sonhos Verdes...

- Então aqui ele virou jardineiro, Mago? - perguntou a Dri.

A cena era bem interessante:
Os yetis jogavam cartas e as meninas brincavam no lago da cachoeira, enquanto observavam o dragão cuidando das rosas...

- Não é bem assim – respondeu o Mago, afagando sua cabeça – Ele cuida da rosa azul e ainda enfrenta cavaleiros errantes (o menino foi um deles); mas ele é dócil e, um dia desses, pode levá-las para voar.
- A mana tá chamando... me leva no colo?

E o Mago, com muito cuidado, coloca a menina nos braços e a leva até as demais.

“- Xau, Mago!”

Um jato d'água transformou-se em nuvem e desapareceu, a seguir, levando os yetis e as meninas... Qualquer hora elas voltam... afinal, elas nunca aconteceram..."


 


Boa noite! Eu sou o Narrador!

terça-feira, 15 de abril de 2025

Quando a quinta série volta pra você

O sujeito tem uma filha que hoje completa nove anos. Aproveitou a proximidade do evento e foram, os dois, comemorar no Beto Carrero!

Lugar sensacional, um calor danado que é amainado por algumas atrações onde sair molhado é regra (muito molhado).

Na hora do almoço, ele escolheu a atração Excalibur que é um teatro com uma história do Rei Arthur, espada na pedra, cavaleiro negro e uma competição acirrada entre quatro cavaleiros e suas torcidas, separadas pelas cores das mesas.

E aí vem a bateção ao som de "We Will Rock You" do Queen, muito aplausos e vaias da torcida e começa a descer a quinta série nos adultos enquanto boa parte das crianças não tinham a menor ideia do que estivesse acontecendo. 

Tanto que, quando servido o lanche com hamburguer e batata frita, os adultos comeram e as crianças esqueceram (os adultos comeram duas vezes -- que bom--- estava uma delícia).

Chega a período da tarde, pelos cantos vários componentes das diversas excursões já mostravam sinais de exaustão e faltava chão para todo mundo sentar.

Encarou o Portal da  Escuridão, onde sua filha saiu correndo e acabou que ele não viu nada e ela curtiu assim mesmo; seguiram atrações radicais como carrossel, mini montanha russa e a temível xícara que roda e roda até ele quase vomitar.

Exaustos, voltaram para o hotel e caíram no sono após um lanche pelo caminho.

No dia seguinte foram ao shopping. Viva as Lojas Pernambucanas e compraram sandália e sutiã (filha já está crescendo... mas esse acessório ainda não tem uso... enfim...🤦).

Cinema na sequência. Imagina: juntaram Jack Black, Aquaman, Enid lobisomem do filme da Wandinha e até a mãe do Stifler num filme de video game com peças de Lego que não são lego e que chamaram de live action do Minecraft! Aí a quinta série vibrou.

Diversão garantida e tudo terminado, retorno pra casa.

Parabéns, filha!

Bom dia! Eu sou o Narrador.


quarta-feira, 27 de julho de 2016

Dia do Pediatra

A cada dia que passa eu filtro mais o uso do telefone celular: o famoso Whatsapp eu não uso (o que gera uma grande tranquilidade na minha vida); receber chamadas só dos contatos (às vezes eu atendo alguma outra ligação, mas é raro); mantenho o telefone no silencioso e sem vibrador (ou seja: só vejo de vez em quando). Aí alguém pergunta: “tem celular pra que?” A boa resposta seria alguma ótima grosseria, mas é meu jeito de usar e não interessa a ninguém. 

Hoje, entretanto, no intervalo do almoço, eu usei o celular para ver meus e-mails e o Facebook, e estranhei o grande número de notificações na rede social; dei uma fuçada e eram homenagens pelo Dia do Pediatra que eu nem lembrava que era hoje. Foi interessante porque tenho amigos de todas as especialidades que também tem dia próprio, mas o movimento da Pediatria foi infinitamente maior que o dos outros com muitas fotos, poemas, textos e tudo que é possível imaginar. Sem dúvida é uma especialidade (nem sempre considerada como tal), alegre, colorida, sofredora das mais diversas formas de bullying (superior até o dos sofridos pelos chamados “especialistas da letra O”) e que apresenta um processo de extinção (semelhante ao dos dinossauros) por conta do desinteresse dos mais jovens. 

Nos últimos trinta anos (ou mais), a Pediatria foi massacrada das maneiras mais diversas e criativas possíveis: a remuneração do plantão de pediatria era (talvez ainda seja) menor que a equivalente de clínica médica; em alguns locais, a chamada "produtividade" do neonatologista é menor que a do obstetra (não deveria ser tudo igual?); ao importarem a fórmula do “saúde da família”, excluíram o pediatra das equipes e a Puericultura virou pronto atendimento (quando muito); recentemente tentaram retirar o pediatra da sala de parto... enfim... é muito difícil  foda!

Só que existem aqueles abnegados que insistem no atendimento infantil, mesmo sabendo que a barra é a mais pesada que existe na Medicina, pois a criança não fala (mas, no geral, também não mente) e os pais da geração atual são cada vez mais despreparados para cuidar das crianças e, ainda por cima, preferem o atendimento das urgências pediátricas às orientações do seu médico de escolha (antigamente não era assim). Continuando no raciocínio, ainda bem que existem a garotada preocupada em trabalhar direito desenvolvendo uma boa medicina (principalmente meus ex-alunos) e os mais antigos (como os dinossauros) que são os amigos de profissão. 

Vale a pena? Com certeza! Tive grandes alegrias, algumas homenagens de pacientes e de amigos, algumas frustrações, mas tudo isso faz parte. 

Uma dica? Se for fazer para enriquecer, esqueça e mude de profissão: PEDIATRA, com todas as maiúsculas, e rico são coisas que não combinam, a menos que sua riqueza seja um sorriso.

Das homenagens recebidas, uma das que mais gosto é o texto da Luisa e, para marcar o dia, vou deixar um desenho que ela fez pra mim em 2010, junto com um grande abraço a todos os PEDIATRAS pelo nosso dia.  


Boa Noite! Eu sou o Narrador.

domingo, 1 de maio de 2016

Dia de geada, sol e pedal

Abril sempre é um mês interessante, mas nesse ano ele foi bem cansativo, pois trabalhei o dobro do habitual para cobrir férias de alguns colegas (de nada!). O bom da história é que isso rendeu uns trocados a mais (a cobertura de férias paga uns 40% do valor da hora normal – foda complicado isso) e que o trabalho correu sem incidentes e com resultados satisfatórios. 

Ontem (com o amanhecer de hoje) foi meu último dia de trabalho antes das férias e fiquei feliz com a alegria dos pacientes atendidos que tiveram seus problemas resolvidos. Os que ficaram terão que esperar mais um pouquinho. 

Normalmente há a “ressaca pós plantão” (eu escrevo isso na minha agenda), quando eu chego em casa meio “morto-vivo” e prefiro descansar, mas hoje foi muito diferente. O primeiro agrado foi a geada que congelou o carro e proporcionou belas paisagens no caminho para casa. Eu já falei a respeito num outro texto mas, só para lembrar, quando há geada (ou neve) o dia é de sol sem qualquer nuvem o que torna tudo muito bonito e agradável, mesmo com o frio lunar que faz nesses dias. 

Como hoje é o Dia do Trabalho , coincidente com o primeiro domingo do mês, a cidade amanheceu animada com as diversas programações associadas e, pela manhã e com o patrocínio do SESC, houve o chamado “Dia do Pedal” que reuniu mais de 500 pessoas para uma pedalada urbana muito agradável. Mesmo com o frio, pessoas de idades variando de meses até trezentos e poucos anos aproveitaram o evento e eu não perderia essa de forma alguma. 

No turno da tarde ainda rolou o evento “Domingo na Praça” com o patrocínio da prefeitura. Dei uma passada por lá também e já estava enchendo de gente, mas dessa vez não fiquei por conta de outras atividades incluindo passar no banco e lavar a louça do almoço. 

Férias começando... muitas coisas programadas. Dormir? Só de noite para recuperar as energias. Vamos pedalar o que for possível (só que levando casaco, é claro), separar as taças de vinho e aproveitar da melhor maneira como o destino mandar. Trabalhar é legal, mas qualidade de vida é fundamental.

  
 Boa Noite! Eu sou o Narrador.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Que saudade da professorinha!

Segundo a Wikipédia, “Ataulfo Alves foi um compositor e cantor de samba brasileiro, um dos sete filhos de um violeiro, acordeonista e repentista da Zona da Mata Mineira chamado “Capitão Severino”. Nasceu em Miraí (pequena cidade mineiro de pouco mais de 13000 habitantes, atualmente) em 1909 e morreu no Rio de Janeiro em 1969. Aos oito anos de idade, já escrevia versos. Foi leiteiro, condutor de bois, carregador de malas, menino de recados, engraxate, marceneiro e lavrador, ao mesmo tempo em que frequentava a escola. Aos dez anos, perdeu o pai e, aos 18 anos, foi para o Rio de Janeiro trabalhar como ajudante de farmácia, aos 19 anos tocava violão, cavaquinho e bandolim e, aos 20, começou a compor, sendo sua musicografia composta de mais de 320 canções (incluindo “Meus tempos de criança”, de onde saiu o título do texto de hoje – nota minha) sendo uma das maiores da música popular brasileira.” 

Escrevi isso tudo, para usar um artifício de redação que aprendi com um professor: “nunca comece pelo tema”. A ideia original do texto era falar alguma coisa sobre educação para o blog “Educação Proibida”, onde ele foi publicado no dia 03/06/2015, mas aproveitei parte dele para também homenagear os professores no dia de hoje. 

No tempo do sambista, nem imagino como era o ensino, mas acho que ele aproveitou bastante. Nas escolas era ensinado o “Bê-A-Bá” e a garotada aprendia a ler e a escrever. Com certeza não era uma coisa muito fácil, mas as professoras tinham o dom para ensinar. Já mais adiante, no meu tempo, tudo era progressivo: antes do “Bê-A-Bá” você brincava! Sim! Brincava! Afinal das contas, isso é o que a criança tem que fazer, não é mesmo? Ao mesmo tempo, você aprendia as cores, fazendo “pintura a dedo” com uma tinta que era uma mistura de anilina a um mingau de maisena (dava para comer também, mas isso ninguém fazia). Com o tempo você aprendia a desenhar traços e as primeiras figuras geométricas surgiam: um retângulo dividido de forma perpendicular em dois outros; o menor seria uma porta em cima do qual viria um triângulo, representando, bidimensionalmente, a frente de uma casa; no outro, em cima, entrava um paralelogramo que encaixava no triângulo e representava o telhado (quase não “passei” para o pré-primário porque eu não conseguia fazer esse desenho, mas minha mãe ajudou e eu consegui). 

No “bolo", você ainda aprendia a “se virar”: havia lanche e tinha que escovar os dentes sozinho; na “bandinha” você aprendia a tocar instrumentos de percussão básicos e, alguns, artesanais como o “coco”, feito de casca de coco mesmo; nas festinhas sempre havia alguma representação e eu “casei” vários anos seguidos, na festa junina, com a mesma colega (e ela lembra disso até hoje dizendo que eu fui o melhor ex-marido dela) e, com isso, aprendíamos teatro. 

Na evolução, a coisa “apertava”: do “Bê-A-Bá” à construção das palavras, prefixos latinos, gregos, sinônimos e antônimos e surgiu a matemática, com as quatro operações, a tabuada, além de conhecimentos gerais (história e geografia) e ciências. Aquelas outras atividades lúdicas foram mantidas e ganhávamos também noções de civismo, incluindo decorar o Hino Nacional (e aprender que não se deve aplaudir o próprio hino), Hino da Bandeira e entender a Bandeira do Brasil. 

Ah! Que saudade da professorinha! 

E hoje em dia? Será que a coisa é parecida? Pelo que vejo por aí não é não. Claro que existe a tecnologia, mas como será que funciona a máquina de calcular? O que será uma “prova dos nove” e uma “regra de três”? Quantos “1” e “zeros” são necessários para escrever uma letra no computador? Por que as pessoas só leem o título e não querem saber do conteúdo de uma reportagem? E quem foi Ataulfo Alves? 

Enfim... educação é progressão, desenvolvimento de habilidades, paciência, determinação e, acima de tudo, imaginação e curiosidade. Nesses quesitos, a presença do professor é fundamental e temos que agradecer muito aos nossos, além de lutar para que tão nobre profissão receba o reconhecimento devido por parte das autoridades e também por parte dos alunos, pois tem que haver respeito. No momento que entendermos que podemos perder a base do necessário, talvez consigamos recuperar o que ficou no passado e que garantirá o presente e o futuro!  


 


Bom Dia! Eu sou o Narrador.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Independência

Segundo o anúncio da TNT (confira) “em 1822, Dom Pedro I proclamou a Independência do Brasil. Isso trouxe inúmeros benefícios para o país inclusive um feriado para assistir ao especial da TNT com...” 

Vai viajar? “Se beber, não dirija”; “Respeite os limites de velocidade”; “Crianças sempre no banco de trás com cadeirinhas”; “Use o cinto de segurança”. Coisas óbvias, lógico, mas a preocupação de alguns (espero que poucos) não é a segurança e sim a multa/castigo que isso pode gerar. Parece coisa de criança, não é mesmo? 

Outro dia, uma aluna de psicologia pediu que eu falasse a respeito de uma montagem do mapa do Brasil com vários rostos de crianças espalhados por ele. É para um trabalho de faculdade e eu não sei bem do que se trata, mas escrevi o que me veio na cabeça. A representação reflete uma realidade que vivemos hoje: o Brasil é uma criança; não aquelas crianças bem educadas, criadas numa família com muito amor e sim uma daquelas bem birrentas, sem modos, sem família, criadas ao leo, sem qualquer objetivo. Apesar dos 500 anos de existência, pós descobrimento, ela só conheceu a destruição como forma de sobrevivência, como se fosse um brinquedo que ela olha e joga longe somente pelo prazer de quebrar, fazendo escândalos para conseguir outro e mais outro, tentando chamar a atenção. Depois de uma gestação sem cuidado, deve ter nascido no marco da independência, que todos sabemos que a história contada no colégio não foi bem daquele jeito. Conheceu cedo a corrupção, destruiu os sábios que antes existiam e agora vagueia sem rumo, sem regras, necessitando de multas/castigos para tentar conviver em comunidade. A única lei que conhece é a “Lei do Gérson”. Como não entendeu do que se tratava, seguiu malcriada, pois não havia ninguém para educar e, hoje, precisa do patrulhamento ideológico, do “político/socialmente correto”, criado por ela mesma, para tentar ordenar o caos criado pela falta do amor dos seus pais. 

Assim é o país: uma criança que só olha para o próprio umbigo, que precisa de um corretivo, daqueles que o ECA não toleraria nunca, para ver se entra nos eixos. Vai ser difícil, vai ser dolorido, mas um dia acaba dando certo. Bom feriadão!



   

Boa Noite! Eu sou o Narrador.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Pedra 90

"Significados de Pedra 90: 1) Pessoa de grande valor. Que cumpre com sua palavra. 2) Originária do jogo de TOMBOLA (similar ao bingo), mas com noventa pedras no saco. Pedra 90 é a pedra de maior valor no saco." (fonte: Dicionário inFormal) 

No texto anterior eu falei que gostei de uma frase que ouvi num filme e isso me deu inspiração para escrever, de novo, com um bordão como apelo no título. Na verdade, a coisa completa seria “Pedra Noventa, só enfrenta quem aguenta”, muito falado pelo personagem Pedro Pedreira, interpretado pelo Francisco Milani, na Escolinha do Professor Raimundo. Chico Anísio, diz a lenda, criou a Escolinha para manter viva a chama dos velhos humoristas brasileiros e por lá passaram vários que andavam esquecidos na época. Quem nunca viu pode conferir no canal Viva, ou no Youtube. 

Já aprendemos que ser velho não significa ser obsoleto: como legítimo adolescente da terceira idade (definição dada por uma amiga) e frequentador assíduo de excursões com pessoas bem mais velhas do que eu, posso garantir que essa turma é animada, divertida e gulosa (ninguém é fraco na hora do buffet e do vinho). 

O melhor exemplo disso é o Velho Pai: no auge dos seus noventa anos, completados hoje, guarda a lucidez e a experiência que as décadas o presentearam, compartilhando sua alegria e disposição com todos aqueles que tem o privilégio de estar com ele. Definitivamente, ele é o “Pedra 90” e merece todas as homenagens nesse dia tão festivo. 

E eu só tenho a agradecer a ele por todos esses anos de convívio e amor, ao apoio sempre recebido, à presença nos meus momentos importantes, enfim... a tudo. Se hoje cheguei onde estou certamente devo a ele e também à minha mãe, que comemora lá do céu. Agradeço também aos amigos que estão mandando recados no Facebook, telefonemas diretamente para ele e os SMS. 

E 'bora seguir viagem para completar essa comemoração de perto. Será que vai ter bolo?

Boa Noite! Parabéns, Papai! Eu sou o Narrador.

domingo, 20 de julho de 2014

O Pássaro Azul

Em 1940 houve um filme que se chamou “The Blue Bird”, estrelado pela pequena Shirley Temple, que foi um filme bem chatinho, mas uma cena eu gostei muito. Mytill era a personagem dela que viajava com seu irmão, sua gata e seu cão, a procura do tal pássaro azul. Orientados pela Fada Luz (deve ser irmã da Fada Azul, a mesma do Pinóquio e do robozinho do filme “AI”), chegaram no futuro, algo mágico, onde as crianças, que ainda não tinham nascido, ficavam. Era um lugar bem legal, parecia aquelas coisas meio gregas e coisa e tal e um momento ficou bem marcado, quando houve a separação de um casal de amigos, já que o menino nasceria primeiro e a menina ficaria para trás, por tempo indeterminado e, talvez, nunca mais se vissem. 

Amizades são dádivas que recebemos e nem sempre explicamos de onde vieram e como começaram, mas sabemos que elas existem e que devemos preservá-las a todo custo, mesmo que à distância. Felizmente consegui cultivar várias, mas uma em especial, se tornou a mais antiga, já que iniciou antes de nascermos (nossas mães eram amigas). Hoje é o Dia do Amigo e vou dedicar este texto a todos os meus amigos, contando essa história como a fiz uma vez lá no “Contos de Fada?” em “A Amiga Mais Antiga”. 

“Há muitos e muitos anos… os Contos de Fada às vezes começam assim também! 

Uma menina de nome Mytil 
Percorreu passado, presente e futuro, 
Junto de seu irmão, sua gata e seu cão, 
Guiados pela Fada Luz, à procura do Pássaro Azul. 

Chegando ao futuro, encontrou um lugar muito interessante, 
Onde conheceu um jovem casal de amigos 
Que foram separados pelo destino, 
Já que o menino embarcaria numa viagem e ela ficaria a chorar. 

Alguns anos depois, talvez uma cena semelhante tenha acontecido. 
Felizmente essa separação duraria somente vinte e três dias, 
Pois o destino os uniu novamente 
E assim permanecem juntos até hoje. 

Bom... juntos não é bem a palavra exata. 
Digamos que eles cresceram quase juntos, 
Compartilharam sonhos, livros de estorinhas, 
Trocaram confidências e sempre estiveram aqui. 

Com o tempo, ambos criaram fantasias isoladas 
E viveram seu conto de fadas, separadamente. 
Mesmo ela se dizendo “complicadinha e introspectiva” 
Sempre foi sonhadora, mas ele representou melhor o sonho. 

Criaturas da lua, “farinha do mesmo saco”, 
Conhecem mais um do outro do que qualquer pessoa existente, 
Pois suas almas foram unidas muito tempo antes de nascerem 
E isso ninguém poderá jamais mudar. 

Amiga mais antiga, amiga tão querida, 
Hoje ela descobriu o caminho da Fronteira Transparente, 
Conheceu o País dos Sonhos Verdes
E não é que ele estava lá à sua espera?” 


Feliz Dia do Amigo! Bom Dia! Eu sou o Narrador.

domingo, 11 de maio de 2014

Conto do Dia das Mães

Dia das Mães é aquele segundo domingo do mês de maio, onde a maternidade é comemorada de alguma forma. Quando os filhos estão no colégio, a semana que precede geralmente é complicada: diferente do Dia dos Pais, que também cai num domingo, a festinha escolar, para as mães, acontece no meio da semana, gerando muito corre corre, quando elas possuem alguma profissão, pois tem que dar um jeito de sair do trabalho para comparecer e não causar frustração nos filhotes (os pais não tem esse problema, porque a festa é feita num sábado).

Pois é... mãe é correria o tempo todo. Dizem que isso tudo anda mudando, pois a sociedade já deixa o pai participar bem mais, só que muita coisa ainda tem que evoluir. No caso de Mônica, não houve festinha escolar; Yasmin tem um ano e um mês e só conheceu a própria festa de aniversário, que foi comemorada em casa somente com seus pais (caso contrário isso seria uma grande confusão que eles preferiram deixar para o ano que vem). 

De qualquer maneira, acordaram cedo, pegaram a primeira barca que navegou com auxílio de radar, já que a neblina cobria toda a baía. Por conta disso a viagem demorou um pouco mais e o frio da manhã não incomodou muito, pois tanto ela quanto a filha estava bem agasalhadas (levaram casaco, é lógico). Seu Antônio, taxista que servia a família há tantos anos, não se incomodou de esperar, considerando que, devido às obras do porto, mesmo no domingo, a bagunça do trânsito era certa. 

- Vai almoçar com sua mãe, né? Já não a vejo há bastante tempo! 
- E o senhor, vai trabalhar o dia todo? 
- Não, dona Mônica! Hoje quem faz o almoço sou eu e já vou pra casa providenciar o rango! 

Enquanto isso, lá na ilha, Leo e o sogro, com um batalhão de funcionários, já arrumavam o almoço no restaurante da pousada. Todos os lugares foram vendidos com antecedência e o lucro era certo, assim como o tumulto da fila na hora de entrar. Ainda serviriam um lanche, mas isso vou contar depois. Sim, Dia das Mães tem disso: se você não é o dono do restaurante e não fez reserva antecipada, há de ter uma surpresinha na hora do almoço. 

O dia passou rápido, claro que a mãe da Mônica fez as reclamações de praxe, a chantagem emocional já velha conhecida, soltou a frase típica “agora que você é mãe vai ver como a coisa funciona”, mas tudo correu bem. Afinal, mãe é mãe e merece sempre nossa companhia. Na volta, chamaram o radiotáxi, pegaram um catamarã que era mais veloz e chegaram a tempo para o lanche, que foi uma grata surpresa: era mais uma festa, onde os funcionários que trabalharam levaram suas famílias, era um tal de mãe pra cá, mãe pra lá (a mãe do Leo também foi, claro), presentes foram distribuídos e tudo isso por conta da excepcional renda do almoço, que o pai da Mônica preferiu não embolsar e sim festejar. Todos felizes e exaustos, Yasmin curtiu muito, mesmo sem entender direito, dormiu cedo e Mônica ainda recebeu um belo buquê de flores. 

- Então... gostou da comemoração surpresa?
- Claro, né, Leo! Ano passado Yasmin era muito pequena e aí a ideia era outra. Ei... pega meu celular ai que chegou SMS.
- De quem é?
- Da Bia... Rodrigo nasceu hoje. É prematuro, está na UTI, mas passa bem... 

Bom... o texto é em homenagem às mães, nessa data, e a foto em homenagem à minha mãe que, hoje, é representada pelo meu pai, que acumula as duas funções. A caixa de costura está guardada em boas mãos, lá com Alice (é assim que eu chamo essa amiga por aqui), mas simboliza muito bem o seu trabalho. 


Boa Tarde e Feliz Dia das Mães! Eu sou o Narrador.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Dia do Trabalho

- Caralho Porra Nossa, Narrador! Outro feriado? Ninguém trabalha nessa sua terra? 

Revoltado, o Quati, logo cedo, resolveu sacudir a cama porque ele já está de saco cheio dessa história de ficar parado. Ia rolar uma tal de “pedalada”, mas ai choveu, a trilha encheu de barro e o lance “gorou”. Devidamente despachado, na direção do armário, lá se foi o Quati, tentando entender essas coisas dos seres humanos. Enquanto isso, já que é feriado, resolvi algumas coisas domésticas e consegui, finalmente, agendar um atendimento no INSS, coisa que já tento há um tempão e que hoje deu certo. Ah! Uma dica: se você pensa que por telefone é mais fácil, lembre-se que a ligação, ao menos de celular, para o telefone 135, não é gratuita e custou (numa outra tentativa) algo em torno de R$ 0,70 o minuto.

O Dia do Trabalho ou do Trabalhador, comemorado hoje no Brasil e em alguns outros países, marca uma série de conquistas e algumas revoltas que surgiram numa época onde quem trabalhava sofria muitas pressões negativas dos empregadores. Resolvi comentar algumas coisas do passado, sem me ater a muitos fatos históricos, para não entediar o leitor.

Quando eu era criança, eu entendia o trabalho como uma forma de ganhar um dinheiro para poder comprar as coisas e, enquanto meus pais trabalhavam para isso, a minha parte era frequentar a escola e passar de ano (isso dava muito trabalho, porque, claro, eu preferia brincar). Meu primeiro contato com as leis trabalhistas, veio quando surgiu uma coisa que se chamou de “opção pelo fundo de garantia” (o que hoje é conhecido como FGTS). Explico: meu pai trabalhava numa empresa e, caso fosse demitido, receberia uma indenização, pelo tempo trabalhado, e isso era uma garantia trabalhista na época. Com a tal “opção”, ele receberia uma parte dessa grana (uns 30%) e passaria a ser “protegido” pelo tal fundo. Caso não optasse, ele poderia trabalhar a vida toda e nunca ser demitido (seria “encostado” pela empresa, em alguma fase da vida, sem fazer nada, até morrer, o que, sabemos hoje, demoraria muito porque ele já esta perto dos 90 anos de idade – ainda bem). O FGTS também poderia ser sacado na aposentadoria. Legal isso, né? 

Ai aprendi a história da aposentadoria: uma parte do seu salário era descontada e, depois de um determinado tempo, você pararia de trabalhar e receberia um salário que, com o tempo, observou-se que seria muito menos do que você recebia na época que trabalhava e, na evolução, proporcionalmente ficaria cada vez menor (acho que a ideia inicial é que ninguém vivesse muito tempo para notar isso, mas meu pai notou, assim como vários outros pais e mães que estão por ai, lotando as excursões da terceira idade). Havia, porém, uma vantagem: alcançada a tal idade da aposentadoria, você pararia de descontar do seu salário, essa parte seria reincorporada e isso se chamava “pé na cova”. Essa grana foi legal, porque meu pai economizava esse “extra” para viajar, com toda a família, uma vez por ano (lógico que isso já não existe mais, assim como outras coisas relacionadas à previdência e que eram bacanas).

Pelo que fui entendendo, as coisas ficaram interessantes para o trabalhador: muitos direitos e garantias. Foram tantas que, quando minha vez chegou, encontrar um trabalho que “assinasse a carteira” (numa referencia à carteira de trabalho) não era uma coisa muito simples, já que a despesa para o empregador ficou enorme e outras relações de trabalho foram criadas (cooperativas, firmas quase “fantasma”), tudo para resolver esse “pequeno probleminha". Falavam, também, que o ideal era o serviço público, porque, ao aposentar, você receberia integralmente o valor do seu salário. Só que, aí, o empregador público passou a não dar aumento de salário e sim encher seu contracheque de gratificações, que não entravam no cálculo para a aposentadoria (em alguns casos, o salário pode equivaler a 20% do que o servidor público recebe por mês). 

Bom... sem muitas lamúrias, o Dia do Trabalho tem muitas histórias. Algumas tristes, como a morte do Ayrton Senna e a bomba no Rio Centro, mas também é o dia do anúncio do aumento da salário mínimo que, infelizmente, muita gente ainda ganha por ai (quando ganha). Algumas coisas mudaram, desde a época do meu pai: hoje em dia, o trabalho da criança (estudar para passar de ano) foi substituído pela “aprovação automática” e ai ele não existe mais; quando ela cresce, não fica preocupada em encontrar emprego, pois existem programas sociais, umas bolsas por ai que, se nada der certo, ainda recebem uma aumento superior ao dado ao salário mínimo (este ano, o aumento do salário mínimo foi de 6,78%, do salário do aposentado foi de 5,7% e o da bolsa foi de 10%). 

Enfim, é feriado. A história vai modificando e, talvez, em alguns anos, ninguém lembre da luta dos antepassados pelos direitos do trabalhador, mas fica aí o meu abraço para aqueles que lutam, de verdade, por um país mais justo e TRABALHAM para isso. 

 
Boa Tarde! Eu sou o Narrador.  

N.N: Escolhi essa quadra, de selos comemorativos, para ilustrar o texto de hoje. Por incrível que pareça, foi bem difícil encontrar alguma alusão filatélica brasileira à data. De futebol achei um monte. O selo foi lançado em 1986.

sábado, 5 de outubro de 2013

Outubro Rosa

A versão Disney para o início da Primavera, principalmente no desenho “Bambi”, é algo do tipo gelo derretendo, flores desabrochando a olhos vistos e passarinhos cantando sem parar, para desespero de corujas ranzinzas. Eu sei que o Shrek mora perto daqui (umas três curvas de vento antes), mas a floresta do desenho realmente eu ainda não encontrei. 

De qualquer maneira, teoricamente, a Primavera já chegou e sai de bicicleta para tentar encontrar umas flores para fotografar, já que o inverno foi implacável, deixou frio, chuva, muitas áreas inundadas por aqui e hoje fez um belo dia de sol. 

Bom... realmente ainda encontrei inundação (apesar do nível do rio ter baixado um pouco), mas as flores ainda não apareceram. O que realmente chamou a atenção foi um colorido diferente, bem bacana, nas praças, lojas e colégios, em alusão ao “Outubro Rosa” que é a época do ano onde se faz a campanha para a prevenção do câncer de mama. 

Resolvi, então, criar uma historinha: 

Diz a lenda que, no final do inverno, duas irmãs se reúnem com milhares de fadinhas e coordenam o plantio das flores. Primeiro criam um veranico, para animar, e depois uma chuvinha para regar. Nesse ano não foi diferente, mas elas não contavam com o Rock in Rio, onde classicamente chove e vira "rockinlama", que teria a participação de uma fada cantora que, providencialmente, deixou a chuvinha, prevista para o sul, ficar por lá, virou temporal, inundou tudo e carregou as sementes. 

Um pouco desoladas, as irmãs e as fadinhas começaram tudo de novo já sabendo que não daria tempo de coincidir com a Primavera. Nisso, apareceu a Emi (A Menina das Cores) que, por sinal, fez aniversário no dia quatro ("Nossa! Como está crescida!"). 

- Meninas! Já tive cabelo rosa e sobrou muita tinta! Pra coisa não ficar em preto e branco podem usar a vontade! 

E foi o que fizeram (do jeito fada, né) e o rosa espalhou-se por todos os cantos. Agora é só esperar um pouco que logos as flores aparecerão (elas garantem isso).

  
Boa Noite! Eu sou o Narrador.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

O Primeiro Dia dos Pais

Vocês lembram do Leo e da Mônica, aquele casal que, no ano passado, participaram do “Conto do Dias dos Pais”? Na época eram jovens formandos, ela em Letras e ele em Turismo, e que, oito meses depois, em abril, tiveram Yasmin. 

A gravidez gerou bons frutos: além da filha (claro), Mônica fez as pazes com o pai que ofereceu o gerenciamento de sua pousada para Leo. O estabelecimento ficava numa dessas ilhas (que na verdade são bairros) com uma infraestrutura básica, onde as pessoas andam a pé, de bicicleta ou charrete de aluguel e veículos automotivos são exclusivos dos serviços públicos (salvo os barcos, evidentemente). O casal também ganhou uma casa, próxima ao trabalho, que era modesta, mas tinha um jardim com várias flores e uma cerca viva de jasmins. Aliás foi esta a origem do nome da menina. 

Bom... não pense o leitor que morar em ilha paradisíaca não traz alguns problemas. No dia do parto caiu uma tempestade, as comunicações com o continente foram interrompidas, assim como qualquer tipo de transporte (talvez um submarino resolvesse...). Mônica começou a sentir as contrações perto da hora do almoço, mas “segurou a onda” (já que não tinha outro jeito) até que, lá pela meia noite... 

- Leo, acorde! A bolsa rompeu. 
- Fique tranquila, Mônica! A tempestade já parou, pegaremos a barca das quatro horas e dará tempo de chegarmos ao hospital. A médica falou que primeiro filho demora. 
- Demora o caralho porra nenhuma nada! Já estou com uma dor filha da puta enorme há horas e agora acho que nasce!!

Nessa descrição, vou pular os detalhes mórbidos da confusão, como o banho de lama que Leo tomou ao tentar livrar a ambulância de um atoleiro, a cara de espanto da acadêmica bolsista, que estava de plantão no único posto de atendimento médico da ilha, ao chegar na casa e ver que Alcione (a cozinheira da pousada que também era parteira nas horas vagas) tinha resolvido a situação (“dona Mônica fala muito palavrão, né seu Leo”) e o “piti” homérico da mãe da Mônica, quando soube do ocorrido (naturalmente criticando o ex-marido, mas isso foi devidamente relevado, já que era costumeiro). Tudo isso, hoje, é motivo de incontáveis histórias que foram registradas num diário, para quando Yasmin estiver mais velha. 

Após o almoço de domingo, onde estavam os pais de Leo, trazidos por seu sogro, e os padrinhos, Eduardo e Bia, Mônica saiu um pouco para amamentar e Bia foi atrás. Já que, para Leo, era o seu primeiro almoço de dia dos pais (como o próprio), Yasmin usava uma camiseta com os dizeres “Meu Pai, Meu Herói” (isso não precisa muita explicação). 

- Como Leo está se saindo, Mônica? 
- Melhor que a encomenda! - ela riu. 
- Espero que Eduardo seja assim também, bem diferente do que aquele texto do “pai participativo”
- Quer saber, Bia? Que se fodam danem esses pseudointelectualóides que escrevem essas coisas. Pai é pai, mãe é mãe, são pra sempre, cada um faz a sua parte e os filhos que entendam isso. O amor será incondicional independente do que eles possam pensar. Eu aprendi isso e espero que todos os filhos por ai aprendam também! 

E a noite caiu lá naquela ilha, onde tudo é tranquilidade... 

  Boa Tarde! Eu sou o Narrador.

sábado, 20 de abril de 2013

Vamos brincar de Índio

Ontem foi o Dia do Índio e, particularmente, vi poucas manifestações a respeito. Uma data “embolada” com Tiradentes e São Jorge, feriadão no Rio de Janeiro, tragédia na maratona, que ocupou todo o noticiário... acredito que a comemoração apareceu mais nas escolas, levando à loucura os pais das crianças pequenas. 

A causa disso é que a referência aos indígenas é bastante confusa, para quem estudou naquele período obscuro da história do Brasil (leia-se ditadura). Sem consultar o Google (isso eu fiz depois), fui lembrando de algumas coisas. Primeiramente, todo mundo falava que índio vivia sem roupa; só que eu tinha um brinquedo chamado “Forte Apache” (referência à uma série de 1948), onde essa verdade não era absoluta – para mim, na época, índio andava a cavalo, matava ursos, tinha pele vermelha e brigava com os soldados lá do forte. Depois entrei para a escola e fui aprender que, quando o Brasil foi descoberto, os índios já estavam por aqui (bom... então quem descobriu o Brasil foram os índios né??) e eram sujeitos do mal, que não queriam ser escravizados e muito menos catequizados. Tão malvados eles eram que comeram (no bom sentido), o bispo Sardinha, talvez confundido com o peixe que, na época, não era enlatado e encontrado nos supermercados. 

Mais adiante, fui conhecer a história do Rio de Janeiro e aí ficou tudo mais confuso ainda, porque tinha o Araribóia, que seria um índio bacana, que ajudou os portugueses a detonarem os franceses, quando esses invadiram a Baia de Guanabara. Sim... os portugueses, os mesmos sujeitos que descobriram o Brasil e saquearam nossos tesouros durante muitos anos. Aqui cabe um parênteses: tenho parentes portugueses e franceses e, lógico, muitos desses nossos ancestrais foram caras legais, tanto que hoje temos as padarias, as piadas e essas coisas (tudo pelo texto politicamente correto). 

O que eu nunca entendi, nessa guerra, é como pode, já que os índios estavam do lado dos portugueses, o Estácio de Sá ter morrido devido a uma flechada? Acredito que também seja um ancestral da bala perdida ou do tal do “fogo amigo”, mas isso só fui aprender muito mais tarde. De qualquer forma, Araribóia foi homenageado com uma estátua, onde ele ficou de costas para a cidade de Niterói, para poder ter uma melhor vista da cidade mais linda do mundo. 

Anos depois, já adolescente, vieram os bailes de Carnaval e a fantasia de índio (no melhor estilo “Pocahontas” para as moças - isso lá naquele tempo) fazia parte do figurino típico, ao lado dos havaianos, jogadores de futebol, etc (o “Sambódromo” viria muito tempo depois). Os estudos de história também foram mudando, surgindo o Marechal Rondon (que virou nome de projeto universitário, mal comparando o trabalho dos jovens, em cidades carentes, a alguma coisa do passado), os irmãos Villas-Bôas, os afluentes da margem direita do Rio Amazonas e minhas referências foram aumentando. 

A ditadura foi perdendo força e aí surgiu o Mario Juruna, quando eu entendi, finalmente, que a história do índio brasileiro era muito dramática mesmo e não tinha nada a ver com os personagens coadjuvantes das séries americanas como “Tonto” (amigo do Zorro, que também não é o “Zorro” e isso é mais confuso ainda), o “Guran” (chefe dos pigmeus Bandar, lá da série do Fantasma), o “Lobo” (Vigilante Rodoviário) e o Robin. 

Hoje em dia, o que vemos é a cultura indígena massacrada. Suas terras vão, literalmente, por água abaixo e suas moradas são destruídas, por conta da Copa do Mundo. 

Dia do Índio... será que as crianças de hoje em dia vão entender alguma coisa? As do meu tempo não entenderam nada...  


Bom dia! Eu sou o Narrador.

domingo, 12 de agosto de 2012

Conto do Dia dos Pais

Leo e Mônica começaram a namorar ainda no segundo grau e conseguiram levar sua relação até hoje, quando estão no final da faculdade (não fazem o mesmo curso, mas algumas matérias são comuns e eles tem aulas juntos). 

Nesse dia, a professora de “relações humanas”, que já discutira relação entre mãe e filhos, irmãos, avós e todos os membros da família, resolveu discutir um texto, encontrado na Internet, que falava sobre o “pai participativo”, aproveitando a proximidade do Dia dos Pais. Era um texto do tipo “morde e assopra”, onde as ideias ficaram diluídas e as opiniões da classe ficaram muito divididas. 

Também, pudera: a começar pelo casal mesmo, onde Leo morava com os pais, sem maiores problemas, e Mônica morava só com a mãe e a irmã, pois os pais eram separados. Sua relação com o pai, depois da separação, foi complicada, eles brigaram sem maiores motivos, sua mãe o acusou de inúmeras inverdades e ela assim cresceu, como sua irmã, ambas “órfãs de pai vivo” (e ele "órfão" de suas filhas, o que lamenta muito com certeza).

- Mas como assim? Que absurdo! Leia isso, Mônica! Quebra galho? Vai se fuder!
"... é importante que o casal tenha em mente a diferença entre "dar uma ajuda" e "dividir". Se o pai troca uma ou outra fralda durante a noite ou leva as crianças para a escola quando a mãe não pode, ele quebra um galho, dá uma mão.” 

- É isso mesmo! É só fingimento para parecer que é legal. E o pior é que as pessoas acham isso o máximo, mas é só porque não tem outro jeito. 

A discussão dos dois ficou acalorada e quase que a relação terminou ali mesmo, por conta de um texto. Ainda bem que ele era paciente e soube relevar. Lembrou das coisas que ela contara sobre o pai e entendeu que ela não levava nada em consideração. Parece que esquecera de tudo de bom que seu pai fizera e até do dia que ela mentiu sobre ter feito um trabalho e ele foi ao colégio ficar do lado dela, na frente da professora e da diretora. 

Outros alunos emitiram suas opiniões. Boa parte achava que o pai somente tem que "estar lá", para qualquer necessidade, algo do tipo “plano B”, mas o “osso” do dia a dia era da mãe mesmo. 

Indiscutível a função “motorista”: para as festinhas, o pai era a solução (“Imagina! Chegar com a mãe, aos quinze anos, na porta de uma festa era mico na certa” - comentou um garoto). 

No meio da discussão, um deles perguntou por que seu pai sentou do lado do “Réu” na hora da separação; e outro perguntou por que a guarda invariavelmente fica com a mãe. Essas perguntas ficaram sem resposta e o silêncio dominou o ambiente quando veio a piadinha inconveniente, daquele aluno babaca, que soltou o tal do “e se não pagar a pensão dá cadeia certa”. 

A professora, sentindo que perdera completamente o controle da situação, já que a discussão descambara para terrenos pantanosos, torcia para que tocasse o sinal de fim da aula, o que aconteceu a seguir (foram quarenta minutos intermináveis!). 

Lá fora, abraçados, Mônica seguia em silêncio. Uma lágrima, misto de raiva com desilusão, ameaçou cair dos seus olhos (muitas lembranças passaram na sua mente); mas ela contornou a situação quando perguntou para Leo: 

- E você? Vai ser participativo ou só vai querer jogar bola e tomar cerveja, enquanto eu esquento no fogão e esfrio no tanque (ela riu, disfarçando)? 
- Vou ser igual ao meu pai. Ele é legal! 
- Então veremos isso daqui a oito meses! 
- !!!!!!!!!!!!!!!!! 


Um bom dia especial para meu pai! Eu sou o Narrador.

N.N.: Essa história tem uma continuação. Clique aqui para conferir! 

sábado, 28 de julho de 2012

Vitória

"- Vai ver a abertura das Olimpíadas, doutor? Vitória quer ser ginasta"! 

A menina de quatro anos, de nome sugestivo (fora prematura), cabelos vermelhos, olhos verdes e sardinhas no rosto, realmente tinha jeito para a coisa. Subia e descia a escadinha para a maca sem parar, ficava dependurada na maçaneta da porta (depois da terceira que quebrou, a mesma foi trocada por outra mais resistente) e pulava da cadeira para o chão o tempo todo. 

Essa cena foi lá naquele tempo, onde 007 era o Sean Connery e a fila na sala de pediatria, daquele sucateado pronto socorro, nunca terminava. Fazia parte de uma equipe de trinta e cinco médicos, com somente três pediatras, e atendia, com seus colegas de sala, metade do total de pessoas do dia (a coisa era desproporcional porque todos que tinham menos de doze anos, independente do problema, eram atendidos naquela sala). Quando criança, assistia o Dr. Kildare, mas apesar de até possuir uma maletinha médica de brinquedo, seu pai falou que ele decidira ser médico “para não deixar meu pai morrer”. 

Morava agora em outra cidade, muito distante e algo esquecida da tecnologia que só era encontrada em civilizações longínquas (do ponto de vista de seus habitantes); seu equipamento era somente sua experiência e as coisas básicas de consultório (quase igual ao Dr. Kildare). 

Lembrou dessa história quando chegou em casa, acendeu a lareira, ligou a televisão e o desfile olímpico rolava, mas preferiu tomar um banho antes de assistir. 

- Ué? Pensei que não iam transmitir nessa emissora... Como assim? A apresentadora errou? 

Depois de tudo acertado, o desfile, que pareceu interminável, chegou ao fim e o aguardado era o Paul McCartney, claro que depois de alguém acender a pira olímpica. Ao que parece, havia uma bolsa de apostas para saber quem e como isso seria feito. 

Acho que todos perderam! Jovens atletas, esperança de um futuro melhor, foram os responsáveis pelo momento olímpico tão aguardado (antes de “Hey Jude, claro!). 

Parou e pensou:"- Estes foram bem cuidados, por seus médicos, quando eles eram mais crianças."

Eis que, de repente, um close identificou uma das atletas, de inconfundíveis cabelos vermelhos, que olhou firme para ele, através da televisão, e deu um “xauzinho”. 

“Hey, Jude, don't make it bad 
Take a sad song and make it better 
Remember to let her under your skin 
Then you'll begin to make it better (better, better, better,better, better, oh!)"

E não é que Vitória realmente conseguiu seu objetivo?  



Parabéns aos Pediatras, pelo seu dia (27 de julho). 
Bom dia! Eu sou o Narrador.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Sexta-Feira 13 - Dia do Rock, bebê!

Acordou tarde, aborrecida, pois, na noite anterior, uma foto na rede social, daquelas antigas que alguma amiga postara, justo aquela onde ela aparecia com o antigo namorado (a amiga também estava na foto), fora flagrada, pelo atual, numa fuçada que ela deu no smartphone, enquanto ele estava no banheiro da lanchonete fuleira que ele a levara. Boa lembrança de um tempo de maior glamour, que ela desdenhou, tornou-se o final de uma saidinha de quinta-feira. 

O dia estava lindo, o que significava que o frio lá fora era vinte vezes pior do que sentiu quando soltou das cobertas. Ao fundo, um daqueles rocks perfeitos, que ela detestava (preferia o sertanejo “cornual”) e o vizinho adorava, completava a cena grotesca de uma pessoa frustrada pela má sorte que ela mesmo cultivara. 

De pronto pisou numa pecinha de lego, do jogo do seu sobrinho, que alguém esqueceu de catar, soltando, mentalmente, meia dúzia de palavrões, já que isso não era de bom tom; na sequência, o chuveiro elétrico queimou justo na hora que a água acabou e os cabelos estavam cheios de shampoo; ao procurar a toalha, notou que esquecera de levá-la para o banheiro.

Correu para o quarto. A música estava mais alta e as paredes tremiam a cada batida da percussão, o que assustou um de seus gatos fazendo que ele se escondesse por baixo das cobertas e as transformasse em caixa de areia. 

Colocou uma roupa qualquer, fechou a porta do quarto (antes jogou o gato pela janela) e foi para a sala assistir televisão. Quase todas as emissoras transmitiam shows de bandas clássicas de rock, afinal, hoje é o Dia do Rock! 

E num lugar distante, observando uma bola de cristal, dois amigos conversavam:
- Acho que você exagerou, Adrielle! 
- Fica quieto, Menino! Sempre tive vontade de fazer isso! 

   
Boa noite! Eu sou o Narrador. Ah! A foto eu tirei no show da Annie Haslam com o Sagrado Coração da Terra em 2005. Homenagem ao Dia do Rock!

domingo, 10 de junho de 2012

Semana dos Namorados

A primeira coisa que ela fez, pela manhã, foi conferir seu celular: ele não enviara mensagem. Dera uma “incerta”, na véspera, em sua porta; quem sabe ele lembraria da data e daria os cumprimentos de praxe. Algum tempo passara desde o “desastre” do Ano Novo, ela ainda investira numa visita sem avisar, onde só faltou mesmo levar um “pé na bunda” literal porque, apesar de educado, ele falou tudo que ela não queria ouvir, incluindo o egocentrismo, que nunca entendeu bem do que se tratava.

- Ah! Minha filha! Você não dá sorte, mesmo! - informou a simpática vizinha – Ele viajou!

“Bom... hoje nada feito!”- ela pensou – "onde ele está não deve haver sinal."

Trocou de roupa, colocou casaco, bota e todo o vestuário compatível com o dia chuvoso e frio, onde a neblina confundia com a fumaça das diversas chaminés espalhadas pela cidade, e foi numa lan house verificar suas mensagens e comentários na rede social. Sua comemoração foi meio sem graça, algo em casa mesmo, pois os “amigos” nem apareceram. De qualquer forma, seu interesse era outro.

- WTF? Mas como isso? Ele não mandou nem um e-mail? 

Puta da vida Desolada, voltou pra casa, pulou na cama, enfiou a cabeça no travesseiro quando lembrou que, em dois dias, seria o fatídico doze de junho e se ela não tivesse desdenhado, há um tempo atrás, teria passado o final de semana do seu aniversário, num castelo europeu, degustando iguarias como marreco recheado e, de sobremesa, uma magnífica mousse de chocolate com cobertura de calda de amoras silvestres. E, claro, emendar mais uns dias e estender a comemoração até o Dia dos Namorados. 

Na falta do tal “cobertor de orelha”, complemento indispensável para resistir ao frio polar que assola até o Rio de Janeiro e a conhecida e quente Goiânia, resta para alguns a sequência “brigadeiro, sorvete e lágrimas” (essa eu ouvi hoje); mas deixo aqui, agradecendo a gentileza de autorizar a publicação, um primor de conceitos que nos brindou Andréa Pachá. Se pensarmos bem, é só uma semana comum como qualquer outra, que começa num domingo e termina num sábado, não é mesmo? 

CONCEITOS PARA A SEMANA DOS NAMORADOS: 1 - Namorar é delicioso, mas tá longe de ser um sintoma de normalidade. 2 - Não namorar não significa que você é problemático ou incapaz. 3 - A operação desencalhe, montada pela mídia, é pra vender presentes. 4 – A felicidade não é obrigatória o tempo todo. 5 – É possível, às vezes, ser feliz. Com ou sem namorado! 

  
Boa noite! Eu sou o Narrador. 

Nota: Andréa Pachá é escritora, juíza de Direito em Petrópolis (RJ) e ex-conselheira do Conselho Nacional de Justiça.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Seu aniversário é hoje? Demorou!

Sempre gostei de comemorar meu aniversário. 

Não! Não é hoje e ainda falta um pouco, por isso fique sossegado que você não esqueceu (só não pense que, na data certa, vou ser sempre compreensivo).

Tive a sorte de nascer num dia de festa e lembro de algumas comemorações. Tudo era bem legal, o apartamento ficava com muita gente, eu ganhava presentes, tinha bolo e até hoje procuro sempre comemorar de alguma forma. 

Outros amigos já não tinham a mesma sorte: alguns faziam aniversário nas férias (como Julho ou então Janeiro/Fevereiro) e quando havia festa sempre era fora da data, para que os amigos do colégio pudessem participar; alguns eram mais azarados ainda quando o aniversário era perto das festas de fim de ano porque aí sempre recebiam presentes com aquele sorrisinho típico que acrescentava uma frase do tipo “vale pelo aniversário e pelo Natal”, por exemplo. 

A partir da adolescência o perigo já era outro: a namorada fazer aniversário em Junho e ai eram dois presentes que detonariam de vez com a mesada (isso se o namoro também não tivesse começado no mês de Junho do ano anterior porque aí seriam três presentes). 

Nasci num ano bissexto e alguns acontecimentos importantes da minha vida também aconteceram em anos semelhantes. 

Achei que seria fácil falar desses anos (e não dos acontecimentos) e fui estudar, mas desisti, porque a coisa é mais complicada do que procurar divisíveis por quatro. 

Aí resolvi comentar dos aniversários e conclui que o pior dia para comemorar o aniversário é justamente o dia 29 de Fevereiro.

Imaginou as desculpas para NÃO receber presente? E como será comemorar o aniversário, no dia certo, só a cada quatro anos, isso se o ano for múltiplo de 400 e não for múltiplo de 100?

Pois é... De qualquer forma, parabéns aos aniversariantes de hoje!
 

Boa noite! Eu sou o Narrador.